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Caracas retira acreditações e expulsa adidos militares bolivianos

A Venezuela decidiu retirar as acreditações aos adidos militares da Bolívia em protesto pelo desempenho do alto comando das Forças Armadas desse país durante os recentes acontecimentos que levaram Evo Morales a abandonar o poder.

Caracas retira acreditações e expulsa adidos militares bolivianos

A decisão está expressa num comunicado do Ministério de Relações Exteriores da Venezuela, divulgado hoje em Caracas com data de terça-feira.

No documento, o ministério informa a "decisão de retirar as acreditações" aos adidos militares da Bolívia na Venezuela, "solicitando a sua saída do território nacional no prazo das próximas 72 horas".

"(...) Esta medida tem correspondência com o papel exercido pelo alto comando das Forças Armadas bolivianas no golpe de Estado do passado 10 de novembro e em nenhum caso supõe uma valorização individual dos soldados bolivianos, pelos quais a Venezuela reitera o maior dos respeitos", adianta o comunicado.

A Bolívia está a atravessar uma grave crise desde a proclamação de Evo Morales como Presidente para um quarto mandato consecutivo nas eleições de 20 de outubro, marcadas por suspeitas de fraude eleitoral, denunciada pela oposição e movimentos da sociedade civil.

Jeanine Añez, ex-senadora de direita, proclamou-se Presidente interina dias depois de Morales ter abandonado o poder e se ter refugiado no México, e prometeu novas eleições presidenciais e legislativas.

Com a renúncia de Evo Morales, os seus apoiantes têm-se manifestado diariamente nas ruas de La Paz e em algumas províncias para exigir a saída de Jeanine Áñez, acusada de dar luz verde à violenta repressão policial que já matou dezenas de pessoas.

A Constituição boliviana estabelece que um Presidente interino tem 90 dias para organizar uma eleição.

A Venezuela considera que Evo Morales foi obrigado a renunciar ao poder e acusa o alto Comando militar e policial da Bolívia de facilitar um golpe de Estado.

Entretanto Jeanine Añez enviou, na quarta-feira, um projeto de lei ao parlamento para a realização de eleições presidenciais e legislativas.

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