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Netanyahu denuncia "falsas acusações" e "tentativa de golpe"

O primeiro-ministro israelita em funções, Benjamin Netanyahu, denunciou hoje as "falsas acusações motivadas por considerações políticas" e referiu-se a uma "tentativa de golpe" após ser indiciado por corrupção pela justiça.

Netanyahu denuncia "falsas acusações" e "tentativa de golpe"
Notícias ao Minuto

19:43 - 21/11/19 por Lusa

Mundo Israel

"Tudo isto tem por objetivo derrubar-me", acrescentou Netanyahu em conferência de imprensa, na qual questionou a independência da justiça israelita.

Netanyahu reagia ao anúncio pelo procurador-geral de Israel, Avichaï Mandelblit, da decisão de acusar o primeiro-ministro de fraude, suborno e abuso de confiança em três casos de corrupção.

A acusação foi feita no mesmo dia em que o Presidente Reuven Rivlin encarregou o parlamento de encontrar um chefe de governo, após Benjamin Netanyahu e do seu rival Benny Gantz terem falhado nas respetivas tentativas de formar um executivo na sequência das eleições de 17 de setembro.

Netanyahu negou sempre o seu envolvimento nos três casos, alegando que as investigações fazem parte de uma vingança política e de uma "caça às bruxas", que inclui a esquerda, os media e a polícia.

"Não haverá nada porque não houve nada", disse Netanyahu no início do ano.

Os três casos são designados de "1000", "2000" e "4000".

No primeiro, Netanyahu, assim como a sua mulher Sara e o filho Yaur são suspeitos de terem recebido benefícios e presentes avaliados em centenas de milhares de euros de vários milionários, como o produtor de Hollywood israelita Arnon Milchan, em troca de ajuda em várias questões.

O segundo é sobre um alegado acordo secreto entre Netanyahu e o editor do jornal diário Yedioth Ahronoth Arnon Mozes. O primeiro-ministro criaria dificuldades ao jornal Israel Hayom, rival do Yedioth Ahronoth, em troca de uma cobertura mais favorável por parte deste.

No designado "caso 4000", Netanyahu é suspeito de ter beneficiado Shaul Elovich, o principal acionista da maior empresa de telecomunicações de Israel, a Bezeq, em troca de uma cobertura favorável no portal de informação Walla, propriedade da Bezeq.

A acusação a Netanyahu, o primeiro chefe de Governo do país a ser acusado enquanto em funções, surge em plena crise política em Israel e pode reduzir as suas hipóteses de se manter no poder.

A lei israelita não obriga um primeiro-ministro a demitir-se se for acusado, mas Netanyahu, 69 anos e há 13 no poder, poderá vir a ser pressionado nesse sentido além de que não poder vir a ocupar, por lei qualquer outro cargo de Governo ou de Estado.

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