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Não, não corre risco de contrair VIH com bananas contaminadas

Há anúncios alarmistas nas redes sociais que alertam para o perigo de contrair VIH ao consumir bananas injetadas com sangue contaminado.

Não, não corre risco de contrair VIH com bananas contaminadas

O tema, na verdade, não é novo. É frequente, sensivelmente desde 2016, cruzarmo-nos com publicações nas redes sociais que alertam para bananas - e até outras frutas - infetadas com VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana), o vírus responsável pela SIDA.

O exemplo alarmista mais recente, como dá conta o Le Monde, já tem mais de 1,2 milhões de visualizações e mostra uma banana, supostamente injetada com sangue contaminhado com VIH. O objetivo, como se lê na publicação, é o de "matar milhões de pessoas em todo o mundo".

Diz a imprensa francesa que o alarme é falso. E justifica. Como alega o Le Monde, nunca foi documentado nenhum caso de frutas injetadas com sangue a serem comercializadas. Na verdade, o interior de algumas bananas pode ser vermelho e isso deve-se a uma doença típica dessa fruta, mas que é "inofensiva" para os seres humanos.

Para além disso, "é altamente improvável que alguém seja contaminado por uma fruta, comida" ou algo semelhante. Décadas de pesquisa evidenciam que há apenas três formas de transmissão da doença, como explica a Public Health France: sexo desprotegido; transmissão de mãe para filho; contacto "significativo" com sangue contaminado, como por exemplo através da partilha de seringas.

O mesmo é dizer que o vírus do VIH não pode ser transmitido por alimentos, beijos, tosse, picadas de insetos ou partilha de bebidas.

Notícias ao MinutoPublicação alarmista com laranja supostamente injetada com sangue© Reprodução

Para além disso, o vírus é particularmente frágil quando não está a uma temperatura que ronda os 37º. Por isso, se alguém injetasse sangue contaminado numa fruta, "o vírus sobreviveria apenas por um curto período de tempo".

Em suma, pese embora as publicações alarmistas sejam veiculadas amiúde, não há evidências de que alguém tenha injetado sangue contaminado na fruta e, mesmo que o tivesse feito, o vírus não teria sobrevivido.

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