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Alunos encurralados em Universidade de Hong Kong tentam fugir por esgotos

Governo exige que todos os manifestantes se rendam para que haja uma saída pacífica.

Desde junho que Hong Kong vive em permanente tensão, com protestos frequentes contra o governo de Carrie Lam, polvilhados de extrema violência entre polícia e manifestantes. Contudo, este domingo, dia 17 de novembro, o caos tornou-se ainda maior com cerca de mil alunos a barricarem-se na Universidade Politécnica, uma das maiores do território, na área de Kowloon.

Os meios de comunicação social locais consideram que este é o episódio mais violento desde o início dos protestos e a chefe do Executivo de Hong Kong já disse que a única solução pacífica é a rendição total dos manifestantes que continuam escondidos nas instalações do estabelecimento de ensino.

A polícia cercou a universidade, tendo recorrido a balas de borracha, a granadas de gás lacrimogéneo e a canhões de água para conter a fuga dos estudantes, que responderam com bombas incendiárias de fabrico caseiro, tijolos e flechas.

Perante isto, 800 pessoas, entre as quais 300 menores, já deixaram o ‘campus’. 235 tiveram de ser transportados para o hospital. Na noite desta terça-feira, cerca de 100 continuavam ainda escondidos, em condições precárias, sem comida, água ou luz.

Muitos dos estudantes que estão no prédio temem ser detidos pelas autoridades ao saírem do edifício, por isso, para fugirem ao cerco da polícia, conta a SkyNews, alguns dos estudantes chegaram ao ponto de fazer rappel com mangueiras, enquanto outros tentaram escapar por um cano de esgoto que se mostrou muito estreito, pelo que tiveram de abortar a fuga, como se pode ver no vídeo da galeria acima.

“Estamos com problemas. Continuamos a tentar encontrar uma forma de escapar, mas toda a vez que escolhemos um local, vemos imensos polícias nas proximidades. Mas se desistirmos, estamos acabados”, disse aos meios de comunicação social locais um estudante de 22 anos chamado Marcus.

Já na praça central do campus, os estudantes escreveram um ‘SOS’ gigante com toalhas rosa, azuis e amarelas.

Recorde-se que, desde junho já foram detidas 4.500 pessoas no âmbito dos protestos em Hong Kong.

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