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Guaidó diz que solução para crise passa por cumprir objetivos que propôs

O presidente do parlamento venezuelano, o opositor Juan Guaidó, insistiu hoje que a solução para a crise no país passa por cumprir os objetivos que propôs em janeiro, quando jurou assumir as funções de presidente interino.

Guaidó diz que solução para crise passa por cumprir objetivos que propôs

"Acabe a usurpação (afastamento de Nicolás Maduro do poder), um governo de transição e eleições livres e democráticas no país", declarou Juan Guaidó.

O opositor falava aos jornalistas nos jardins da Assembleia Nacional (parlamento) após ser questionado sobre os protestos contra o regime que desde o passado fim de semana decorrem em várias regiões do país.

"Aqui, o importante é a solução para o conflito. Não há possibilidade de uma solução para o conflito sem a saída do ditador, sem cessar a usurpação, sem a realização de uma eleição presidencial realmente livre e isso depende de cada um dos venezuelanos", afirmou.

Para Guaidó, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, é chamado de "ditador pelo mundo, porque os venezuelanos se esforçaram, se manifestaram fortemente nas ruas".

"A Venezuela está revoltada contra a miséria, contra o desespero, mas, acima de tudo, é guiada por uma solução, a de que de uma vez por todas o ditador vá embora, que possamos ter eleições presidenciais realmente livres e uma solução para o conflito que a Venezuela está a enfrentar", disse.

O líder opositor referiu-se às declarações recentes de Nicolás Maduro em que anunciou o reforço do sistema de informações do país.

"Na ditadura não confiam uns nos outros. O ditador fala de investir para monitorizar as Forças Armadas, porque não confia nas Forças Armadas, porque a maioria [dos militares] está com a Constituição", disse.

Para Juan Guaidó, "a ditadura está desesperada" e trata de confundir, enquanto que a oposição tem dado mostras de união e determinação com manifestações em todo o país.

O presidente do parlamento, onde a oposição está em maioria, enviou ainda uma saudação à comunidade luso venezuelana e aos portugueses residentes em Portugal, um dos mais de 50 países que reconhece como legítima a Assembleia Nacional e apoia Juan Guaidó, uma posição que tomada no âmbito da União Europeia.

"Saudações à comunidade portuguesa da Venezuela, mas também à de Portugal. Os portugueses estão muito atentos ao que está a acontecer na Venezuela, preocupados em alguns casos pelas suas famílias, principalmente pelos direitos humanos, pela democracia, pela liberdade e é por isso que estamos a lutar", afirmou o líder da oposição à agência Lusa.

Guaidó sublinhou que os venezuelanos estão "a lutar constantemente", apesar "do sacrifício, do sofrimento dos cinco milhões que emigraram e dos sete milhões em emergência humanitária", precisando que "87% das famílias (venezuelanas) nem sequer" têm abastecimento de água.

A crise política, económica e social na Venezuela agravou-se em janeiro, quando o presidente do parlamento jurou assumir as funções de Presidente interino do país, até conseguir afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um Governo de transição e eleições livres e transparentes no país.

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