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Um morto e vários feridos em confrontos na Bolívia

Um homem morreu e várias pessoas sofreram hoje ferimentos perto de Laz, na Bolívia, em confrontos entre manifestantes e a exército, que tentavam reabrir uma refinaria bloqueada por apoiantes de Evo Morales, anunciou a Defensoria do Povo.

Um morto e vários feridos em confrontos na Bolívia
Notícias ao Minuto

21:31 - 19/11/19 por Lusa

Mundo Bolívias

"<span class="nanospell-typo">Dayvi Posto, de 31 anos, foi morto a tiro. Já solicitámos às autoridades que investiguem a ocorrência", disse um porta-voz da organização, cuja missão é proteger os direitos e liberdades dos bolivianos.

As autoridades bolivianas reabriram hoje o acesso à refinaria de Senkata, a 50 quilómetros de La Paz, bloqueada desde quinta-feira por apoiantes de Evo Morales.

Dezenas de apoiantes do ex-Presidente Evo Morales, que renunciou em 10 de novembro antes de se exilar no México, começaram a bloquear o acesso à refinaria na passada quinta-feira, em protesto contra a Presidente interina Jeanine Áñez.

O aumento do número de mortos registado nos últimos dias é consequência de violentos confrontos entre manifestantes pró-Evo Morales e agentes de segurança do exército e da polícia.

O país sul-americano enfrenta uma grave crise política desde as eleições presidenciais em 20 de outubro.

Com a renúncia de Evo Morales, os seus apoiantes têm-se manifestado diariamente nas ruas de La Paz e em algumas províncias para exigir a saída de Jeanine Áñez, acusada de dar luz verde à violenta repressão policial que já matou pelo menos 24 pessoas.

A Presidente interina prometeu eleições presidenciais e legislativas num futuro próximo, ao mesmo tempo que um diálogo iniciado pela Igreja Católica tem reunido o governo, a oposição e a sociedade civil para tentar tirar a Bolívia da crise.

A organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) acusou o Governo interino da Bolívia de tomar "medidas abusivas", como o decreto que concede imunidade aos militares, e denunciou o assédio a jornalistas independentes e políticos da oposição.

"Desde que Jeanine Áñez assumiu a presidência interina, o governo adotou e anunciou medidas alarmantes que vão contra os padrões fundamentais de direitos humanos", refere organização em comunicado.

A HRW salienta que o decreto "contribui para a impunidade dos abusos militares durante as operações de controlo de manifestações" e sublinha o anúncio do governo de que julgará jornalistas e antigos altos funcionários por "sedição".

Para o diretor da HRW para as Américas, José Miguel Vivanco, essas iniciativas "parecem priorizar a repressão brutal de oponentes e críticos e dar às forças armadas um cheque em branco para cometer abusos em vez de trabalhar para restaurar o Estado de Direito no país".

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