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Cortam metade do salário a homossexual para ganhar o mesmo que mulheres

Homem norte-americano garante que foi acossado pela empresa de organização de eventos, antes de ser despedido. "Não consigo dormir à noite a pensar que recebes muito mais do que as outras mulheres aqui", ter-lhe-á dito o patrão.

Cortam metade do salário a homossexual para ganhar o mesmo que mulheres

Wesley Wernecke, um antigo funcionário de uma empresa nova-iorquina de organização de eventos, alega ter sido vítima de discriminação por causa da sua orientação sexual, depois de o chefe lhe ter dito que o seu salário ia ser reduzido para metade porque "estava a receber muito mais do que as outras mulheres do escritório".

O norte-americano, que esta semana entrou com um processo judicial no Supremo Tribunal de Manhattan contra a empresa Eventique, queixa-se de ter sido acossado e humilhado pelo patrão, o CEO Henry Liron David, depois de este descobrir que era homossexual.

"O Wesley foi contratado pessoalmente pelo patrão para ser produtor sénior e quando ele soube que Wesley era gay começou a afastá-lo do negócio", indicou o advogado, Anthony Consiglio, citado pela NBC.

A defesa de Henry Liron David sustenta, porém, que as alegações "não têm qualquer fundamento".

A empresa Eventique tem clientes como as marcas Nike, Twitter ou Amazon e Wernecke abandonou o seu antigo emprego, em Boston, para lá trabalhar, em junho passado. Uma semana depois de ter começado, os seus novos colegas comentaram o seu anel de noivado "feminino" e quando lhe perguntaram se a mulher tinha um igual, ele respondeu que era homossexual.

A tensão começou desde essa altura, tanto com colegas como com o próprio patrão, segundo alega o queixoso. Começou a ser acossado e excluído de eventos sociais da empresa, assim como de trabalhos com grandes comissões, ouvindo de vez em quando comentários preconceituosos.

Wernecke acabaria por ser dispensado das 'happy hours' da empresa, realizadas à sexta-feira, e começou a ser ignorado pelo patrão, até ser chamado ao seu escritório para ser informado que o seu salário ia passar a ser metade do inicialmente acordado. "Não consigo dormir à noite a pensar que recebes muito mais do que as outras mulheres aqui", ter-lhe-á dito o patrão.

Wernecke alega, na queixa que levou a tribunal, que Henry Liron David não suportava que a empresa pudesse ser representada por um homossexual e fez de tudo para que se fosse embora. Como Wernecke não foi, despediu-o, no passado dia 4 de outubro.

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