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UE pede "firme rejeição da violência" em "momento crítico" da Bolívia

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, pediu hoje a "firme rejeição da violência" num "momento crítico" na Bolívia, que atravessa uma grave crise política e uma onda de violentas manifestações, e defendeu novas eleições "oportunas e credíveis".

UE pede "firme rejeição da violência" em "momento crítico" da Bolívia
Notícias ao Minuto

14:21 - 14/11/19 por Lusa

Mundo Bolívia

"Este é um momento crítico para a Bolívia, um momento em que são necessárias restrições máximas e um maior sentido de responsabilidade possível, dentro e fora do país. Momentos delicados como este requerem uma firme rejeição da violência ao mais alto nível", vincou a Alta Representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, numa intervenção na sessão plenária do Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Assinalando que, "nos últimos 14 anos, a Bolívia mudou para melhor" - já que "a pobreza caiu, o acesso a serviços básicos melhorou e os povos indígenas foram cada vez mais incluídos na vida pública do país" -, Federica Mogherini vincou que o país "tem todo o potencial para continuar um caminho de democracia, desenvolvimento sustentável e inclusão social".

"A Bolívia pode sair desta crise e consolidar as suas instituições democráticas", insistiu.

Segundo Federica Mogherini, "todos estes sucessos devem ser preservados e isso só pode acontecer através de uma solução política pacífica que respeite a Constituição e o Estado de Direito, e que leve o país a novas eleições, oportunas e credíveis, que reflitam piamente a vontade do povo boliviano".

A chefe da diplomacia europeia adiantou que "a Bolívia é um parceiro muito importante para a UE", razão pela qual a União "continuará ao lado do povo boliviano, como fez ao longo dos anos e, em particular, nesses momentos difíceis da vida democrática do país".

A crise desencadeada pelas eleições gerais de 20 de outubro na Bolívia, que levou Evo Morales a renunciar ao cargo de Presidente, causou já oito mortos, 508 feridos e 460 detenções, segundo números avançados na quarta-feira pela Defensoria do Povo, organização nacional de defesa dos direitos humanos.

A violência intensificou-se na Bolívia no domingo, quando Evo Morales renunciou ao cargo de Presidente do país e grupos provocaram roubos, incêndios e a destruição de mobiliário urbano em diferentes regiões.

Depois do aumento da violência nesta semana, as forças armadas concordaram em apoiar a polícia para acabar com os atos de vandalismo, especialmente em cidades como La Paz e El Alto.

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