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Espanha não consegue localizar ex-chefe da secreta militar venezuelana

A polícia espanhola admitiu hoje que não conseguiu localizar o antigo diretor dos serviços secretos militares venezuelanos, que é procurado pelos Estados Unidos por acusações relacionadas com tráfico de drogas.

Espanha não consegue localizar ex-chefe da secreta militar venezuelana
Notícias ao Minuto

12:33 - 13/11/19 por Lusa

Mundo Hugo Carvajal

A polícia disse à agência de notícias Associated Press (AP) que os seus agentes não conseguiram encontrar o antigo major-general Hugo Carvajal, alvo de um mandado de extradição pedido pelos EUA.

O portal de notícias online El Espanol informou na sexta-feira que um tribunal espanhol reverteu uma decisão judicial anterior que negava a extradição para os Estados Unidos, ordenando que as autoridades espanholas prosseguissem com o pedido de extradição.

Um porta-voz do Tribunal Nacional disse hoje que nenhuma decisão sobre o caso foi, até agora, tornada pública.

A advogada de Hugo Carvajal, Maria Dolores de Arguelles, disse que o seu cliente não pode ser considerado um fugitivo porque a defesa não havia sido oficialmente notificada da decisão judicial que concedeu a extradição e nenhuma intimação ou mandado de prisão foi emitido.

O antigo diretor dos serviços secretos militares venezuelanos foi preso em Espanha a 12 de abril.

Hugo Carvajal foi posteriormente libertado sob caução, mas o seu passaporte foi confiscado e não tem permissão para deixar a região de Madrid, de acordo com os termos impostos para a sua libertação.

O militar venezuelano também deve apresentar-se ao tribunal a cada 15 dias, sendo a próxima vez na sexta-feira.

O nome de Hugo Carvajal esteve em destaque quando, em fevereiro passado, manifestou publicamente o seu apoio ao presidente da Assembleia Nacional (parlamento) e autoproclamado Presidente interino venezuelano, Juan Guaidó.

O major-general foi a figura mais influente da hierarquia militar venezuelana que manifestou apoio ao opositor Guaidó.

Na mesma altura, Carvajal apelou aos militares venezuelanos para que voltassem as costas e contestassem o governo de Maduro.

Posteriormente, Carvajal foi um de 13 oficiais expulsos das Forças Armadas Bolivarianas da Venezuela (FABV) por um decreto assinado por Maduro.

Segundo o decreto, os militares foram visados por não reconhecerem as autoridades legalmente constituídas e por incorrerem no delito de traição à pátria.

Em maio de 2018, o Departamento do Tesouro norte-americano incluiu na sua "lista negra" de narcotraficantes o nome de Pedro Luis Martin Olivares, um antigo alto responsável do serviço de informações da Venezuela, que era acusado de fazer lavagem de dinheiro procedente do narcotráfico juntamente com Carvajal.

Hugo Carvajal foi indiciado no passado por acusações relacionadas ao tráfico de drogas nos estados norte-americanos da Florida e de Nova Iorque.

Em 2014, o militar escapou à extradição para os Estados Unidos, depois de ter sido detido por um curto período de tempo em Aruba, onde era cônsul da Venezuela.

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