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Ministro da Defesa da Bolívia anuncia renúncia ao cargo

O ministro da Defesa da Bolívia, Javier Eduardo Zavaleta López, anunciou hoje a sua renúncia ao cargo através de uma carta publicada na rede social Twitter, na sequência da demissão do Presidente Evo Morales.

Ministro da Defesa da Bolívia anuncia renúncia ao cargo
Notícias ao Minuto

09:27 - 12/11/19 por Lusa

Mundo Bolívia

Zavaleta López disse que a sua vontade "sempre foi de preservar o caráter institucional das forças armadas ao serviço da população" e não contra esta.

"Nunca ordenámos aos nossos soldados e marinheiros que manejassem uma arma contra o seu povo e nunca o faríamos", disse Zavaleta, décimo terceiro ministro a deixar o cargo após a renúncia de Evo Morales, na crise desencadeada após a primeira volta das eleições presidenciais de 20 de outubro.

"O Estado que construímos é uma Bolívia onde os militares deveriam encarar a defesa da sua pátria ao lado do seu povo e não contra ele; portanto, a responsabilidade de voltar as armas contra o povo será daqueles que tomaram esta decisão", disse Zavaleta ao explicar as razões de sua demissão, numa carta datada de segunda-feira.

"Senhor Carlos Mesa (ex-presidente e principal oponente de Evo Morales nas eleições), senhor Fernando Camacho (líder de um comité cívico, a quem Morales acusa de orquestrar o golpe para tirá-lo do poder), uma questão política não é resolvida aumentando a calibre de repressão contra os seus compatriotas, as balas não são a resposta ou a solução ", acrescentou no texto.

"Política são ideias contra ideias e não o zumbido de balas", concluiu.

A Bolívia sofre uma grave crise desde a proclamação de Evo Morales como presidente para um quarto mandato consecutivo nas eleições de 20 de outubro, uma vez que a oposição e os movimentos da sociedade civil alegam que houve fraude eleitoral.

A Assembleia Legislativa da Bolívia recebeu na segunda-feira a carta de renúncia de Evo Morales, em que o presidente diz esperar que o seu gesto evite mais violência e permita "paz social" no país que governou durante 13 anos.

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou ainda que está de partida para o México, país que lhe concedeu asilo político, mas prometeu regressar brevemente "com mais força e energia".

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