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"Neste momento, Pedro Sánchez tem mais condições para formar governo"

No seu espaço de comentário semanal, Miguel Sousa Tavares faz um análise dos resultados das eleições que se realizaram, ontem, em Espanha e prevê que o PSOE vá formar um Governo à esquerda, afastado assim a possibilidade de uma nova ida às urnas.

"Neste momento, Pedro Sánchez tem mais condições para formar governo"

Miguel Sousa Tavares fez uma reflexão, esta segunda-feira, sobre o rescaldo da noite eleitoral espanhola, no seu habitual espaço de comentário na TVI. O analista ecoou a ideia de que Espanha continua a "viver um bloqueio", mas considerou que, ao contrário da generalidade das opiniões, os espanhóis não voltarão às urnas para novas eleições daqui a seis meses. 

"Acho que os espanhóis estão completamente fartos, tiveram quatro eleições em quatro anos. Os partidos políticos já o perceberam e pagaram uma fatura por não terem conseguido formar governo. O PSOE desceu, o Podemos desceu ligeiramente e o Ciudadanos, desapareceu praticamente", apontou. 

Neste sentido, Sousa Tavares acredita que "os partidos não voltarão a falhar" e prevê que será constituído um governo à esquerda, nos próximos dias. A prova, explica, começa no "tom de certeza com que, ontem, Pedro Sanchez disse que vai haver governo", acrescentou. 

"Vai haver um Governo progressista e acho que ele [Pedro Sánchez], neste momento, paradoxalmente, tem mais condições para formar Governo", afirmou. 

O comentador justificou esta afirmação referindo que o líder do PSOE "precisa do Podemos desesperadamente e sabe que não pode fazer nenhuma aliança para formar governo sem o Podemos, a menos que faça com o PP". 

Sousa Tavares classificou ainda como pouco provável uma aliança entre o Bloco Central, considerando que "não há nenhuma tradição em Espanha" e porque uma coligação entre o PSOE e o PP "deixaria de fora os dois extremos [da direita e da esquerda]".

"Nem o PP quer ver cresce à sua direita o Vox, com a força que está, nem os próprios socialistas querem ver crescer o Podemos"

Mais. Sousa Tavares diz não acreditar na possibilidade de formação da "chamada coligação 'Frankenstein'", que juntaria o Podemos, o Mais País (que é uma dissidência do Podemos), o PSOE, os Nacionalistas Bascos e  Esquerda Republicana da Catalunha para formar Governo. 

Para o analista, a resposta será Sánchez negociar com a Esquerda Republicana da Catalunha uma abstenção, "em troca de uma amnistia para os presos políticos", "em troca da promessa de negociações de alguns progressos no estatuto autonómico da Catalunha" levando, em contrapartida, a que o partido deixe de reeinvidicar a indepêndencia da região. 

"São 13 mandatos que era o suficiente para que Pedro Sanchez conseguisse a investidura deste governo", salientou. 

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