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Líder do PP diz que "a bola está do lado" de Pedro Sánchez

O líder do PP, Pablo Casado, considerou hoje que, após os resultados eleitorais, "a bola está do lado" do presidente interino do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, e que o seu partido "aguardará o que (este) poderá apresentar".

Líder do PP diz que "a bola está do lado" de Pedro Sánchez
Notícias ao Minuto

23:47 - 10/11/19 por Lusa

Mundo Eleições Espanha

No exterior da sede, diante de 100 pessoas e acompanhado pelos principais deputados do partido, Pablo Casado deixou claro que os interesses do PP são "incompatíveis" com a abordagem de Sánchez, embora tenha esclarecido que o partido "exercerá a sua responsabilidade e a sua alternativa".

Deste modo, Pablo Casado deixou a sua posição em aberto, depois de verificar que o PP obteve um "bom resultado", com 21 assentos a mais do que nas últimas eleições em 28 de abril, salientando no entanto, que Espanha teve um mau resultado para a sua "governação e para o seu futuro" acrescentando que Sánchez foi "o grande derrotado" do dia, depois de perder três lugares.

Nas eleições de 28 de abril, os socialistas do PSOE tiveram 28,7% dos votos, seguidos pelo PP com 16,7%, o Cidadãos (direita liberal) com 15,9%, o Unidas Podemos (extrema-esquerda) com 14,3% e o Vox (extrema-direita) com 10,3%.

Os socialistas do PSOE ganharam as legislativas de hoje em Espanha sem maioria, conseguindo 120 deputados, menos três do que nas eleições anteriores, quando estão contados 99,9% dos votos e atribuídos todos os 350 lugares no parlamento.

O segundo partido mais votado é o PP (direita), que fica com 87 deputados (tinha 66), seguindo-se o Vox (extrema-direita), que passa a ser a terceira força política em Espanha depois de mais do que duplicar a sua representação parlamentar, passando de 24 para 52 deputados.

A Unidas Podemos (extrema-esquerda) perde lugares e votos, ficando com 35 deputados (tinha 42), e o mesmo acontece aos Cidadãos (direita liberal), que elegeram hoje apenas 10 representantes (tinham 57).

As eleições de hoje foram convocadas em setembro pelo Rei de Espanha, depois de constatar que o primeiro-ministro socialista em funções, Pedro Sánchez, não conseguiu reunir os apoios suficientes para voltar a ser investido no lugar na sequência das eleições de abril.

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