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Bósnia mantém aberto campo de refugiados criticado. Quer mudar situação

A Bósnia-Herzegovina afirmou hoje que o campo de refugiados de Vucjak (junto à fronteira com a Croácia), cujas condições desumanas têm sido denunciadas internacionalmente, ficará aberto por enquanto, assegurando, porém, que alterar esta situação é uma "prioridade" para Sarajevo.

Bósnia mantém aberto campo de refugiados criticado. Quer mudar situação

Sem avançar prazos concretos, as autoridades bósnias garantiram estar já a trabalhar para o encerramento do campo e para a transferência das pessoas que ainda permanecem em Vucjak.

"Estamos a trabalhar para estabelecer outros centros de acolhimento fora do cantão Unsko-Sanski. É nossa prioridade encerrar assim que possível o campo de Vucjak e transferir os imigrantes para os novos campos", disse hoje o ministro da Segurança bósnio, Dragan Mektic, em declarações à estação Radio Europa, sem adiantar datas ou pormenores sobre as futuras instalações.

Na mesma ocasião, o ministro desmentiu a informação divulgada hoje por um portal de notícias ("Klix") de que as cerca de 800 pessoas que ainda estão em Vucjak iam ser transferidas durante os próximos dias para outros dois centros já erguidos, em Bihac e em Velika Kladusa.

O presidente da câmara de Bihac, Suret Fazlic, confirmou que este campo também não será encerrado até que outros novos centros de acolhimento sejam montados no território bósnio, que continua a registar, de forma constante, novas chegadas de migrantes.

Perante o fluxo de pessoas, que ficam na cidade à espera de uma oportunidade para atravessar ilegalmente a fronteira com a Croácia e daí seguir caminho para os países ditos mais ricos da União Europeia (UE), as autoridades de Bihac, sobrecarregadas com estas chegadas, decidiram transferir, em outubro passado, centenas de migrantes para Vucjak.

O campo de Vucjak, erguido de forma provisória num antigo aterro de lixo perto de terrenos minados, não tem atualmente água corrente, nem eletricidade.

A UE, o Conselho da Europa e as Nações Unidas pediram recentemente o encerramento do campo de Vucjak.

A ONU classificou as condições do campo como "desumanas".

Cerca de 40 mil migrantes, oriundos sobretudo do Médio Oriente, passaram no último ano pela Bósnia-Herzegovina, que neste momento acolhe cerca de sete mil migrantes.

A Organização Internacional das Migrações (OIM) alertou na semana passada que muitas destas pessoas poderão morrer de frio e de fome durante o período do inverno.

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