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Só a "pressão política pode alterar" penas dos catalães condenados

Laura Masvidal mulher do ex-conselheiro do Interior do governo autónomo da Catalunha, condenado a 10 anos e meio de prisão por sedição, disse hoje à Lusa que apenas a "pressão política pode alterar" a situação dos condenados.

Só a "pressão política pode alterar" penas dos catalães condenados

"Eu espero pelos acontecimentos, sobretudo pela pressão política e social", disse à Lusa a mulher de Joaquim Forn (na foto), condenado em outubro pelo Tribunal Supremo espanhol a 10 anos e meio de prisão pelo delito de sedição.

Para Laura Masvidal, mulher do ex-conselheiro do Interior do governo autónomo da região espanhola da Catalunha, e antigo vice-presidente da autarquia de Barcelona, só "os acontecimentos políticos" podem fazer alterar a situação dos presos do Processo independentista porque judicialmente é impossível recorrer.

"O Tribunal Supremo é a última instância em Espanha. Não há mais possibilidades de recurso do ponto de vista judicial. Obviamente que não podemos apresentar recurso junto de instâncias internacionais. Podemos usar o Tribunal de Direitos Humanos que pode pronunciar-se sobre direitos. Mas, vamos fazer tudo o que for possível", afirma.

Masvidal, membro da Associação Catalã de Direitos Civis, considera que o marido é "um preso político" e não "um político preso", e acrescenta que as eventuais tomadas de posição de instituições no estrangeiro dificilmente podem alterar a "realidade" dos condenados.

"Podemos criar pontes, mas, depois de falar com o meu marido o que pensamos é que o nosso futuro pessoal e as nossas aspirações pessoais não vão depender de decisões que podem ser tomadas no estrangeiro, simplesmente porque estão longe da nossa realidade", disse frisando que o independentismo é "uma causa que se mistura" com a situação dos presos.

"A nossa realidade pessoal mistura-se com uma causa coletiva que se sente castigada e por isso as pessoas reagem da forma como estão a reagir através do protesto", afirma quando questionada sobre os confrontos que se registam em vários pontos da região autónoma espanhola da Catalunha e que, frisa, transcende o protesto pelas condenações.

"Eu vejo que o meu marido vê esperança no futuro. Ele é muito paciente. Ele sabe que o futuro dele é a prisão, mas vê compromissos nas gerações mais jovens que estão a lutar não pela causa dos 'presos', mas pela causa que agora é dos mais jovens", disse Laura Masvidal.

No âmbito do Processo independentista catalão o Tribunal Supremo condenou a 13 anos de prisão o ex-vice-presidente da comunidade autónoma da Catalunha Oriol Junqueras e a penas de até 12 anos outros oito protagonistas políticos culpados de sedição e desvio de fundos públicos no processo através do qual procuraram conseguir a independência da região em 2017.

Três antigos conselheiros do governo autónomo catalão foram condenados a 12 anos de prisão por sedição e desvio: Raül Romeva, Jordi Turull e Dolors Bassa; enquanto os Joaquim Forn e Josep Turull cumprem 10 anos por sedição.

A ex-presidente do Parlamento autónomo catalão Carme Forcdell foi condenada a uma pena de 11 anos e 6 meses, enquanto os líderes de associações independentistas Jordi Sánchez e Jordi Cuixart foram condenados a 9 anos de prisão, todos por um delito de sedição.

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