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Líder de oposição ao regime da Bolívia impedido de chegar à capital

Os apoiantes do presidente da Bolívia bloquearam a chegada à capital, La Paz, de Luis Fernando Camacho, um dirigente da oposição que foi devolvido de avião à sua cidade natal pelas autoridades, no meio de protestos.

Líder de oposição ao regime da Bolívia impedido de chegar à capital
Notícias ao Minuto

16:57 - 05/11/19 por Lusa

Mundo Bolívia

Luís Fernando Camacho teve que abandonar o aeroporto internacional El Alto, nos arredores de La Paz, escoltado pela polícia até embarcar num avião militar que o levou até à sua cidade, acompanhado de correligionários, perante os protestos de uma multidão que se opunha à sua presença.

Camacho, líder do Comité Cívico de Santa Cruz, tinha chegado na noite de segunda-feira a El Alto, com a intenção de entregar ao Presidente da Bolívia, Evo Morales, uma carta de demissão, em sinal de protesto contra o que considera ser uma fraude a favor do chefe de Estado, nas recentes eleições.

Camacho permaneceu várias horas nas instalações do aeroporto, sem sair do terminal, enquanto discutia com funcionários, ao mesmo tempo que uma multidão de pessoas afetas a Morales se reunia no exterior, protestando contra a sua presença.

O ministro do Interior, Carlos Romero, disse que a decisão de acompanhar Camacho até ao avião se deveu a medidas de proteção, para evitar o confronto com a multidão.

Mas dirigentes da oposição a Evo Morales atribuem ao Governo responsabilidades pelos eventos que impediram a chegada de Camacho à capital, alegando que as autoridades permitiram que a multidão bloqueasse o aeroporto.

Luís Fernando Camacho denunciou o caso nas redes sociais, dizendo que foi bloqueado porque um funcionário dos serviços do aeroporto promoveu a manifestação que impediu a sua saída de El Alto.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luís Almagro, pediu às autoridades bolivianas que "garantissem a liberdade de movimento" de Camacho.

Movimentos cívicos liderados por Camacho concordaram em radicalizar a greve de cidadãos que dura há 14 dias em algumas cidades bolivianas, com bloqueios pacíficos em instituições do Estado e nas fronteiras do país.

A oposição não reconhece o resultado das eleições de 20 de outubro, que deram a vitória ao presidente Evo Morales, considerando que houve fraude.

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