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China apoia decisão de Hong Kong de excluir Joshua Wong das eleições

A China apoiou hoje a decisão de Hong Kong de excluir Joshua Wong, figura proeminente do movimento pró-democracia, de concorrer às próximas eleições locais, o que deverá agravar a pior crise política na cidade desde 1997.

China apoia decisão de Hong Kong de excluir Joshua Wong das eleições

A declaração do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau surge no mesmo dia em que a chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, alertou para os danos económicos causados por meses de protestos antigovernamentais.

A economia de Hong Kong foi fortemente atingida face aos protestos, cada vez mais violentos, com o Governo a revelar que o número de visitantes caiu para metade e as vendas do retalho afundaram 25% nos últimos meses, em relação ao mesmo período do ano passado.

Wong, de 23 anos, foi em 2014 o principal rosto do movimento de desobediência civil conhecido como "revolução dos guarda-chuvas", que durou mais de dois meses e na qual se exigia o sufrágio universal na região administrativa especial chinesa.

O ativista foi condenado à prisão e, entretanto, libertado, mas não desempenhou um papel importante nos protestos atuais, que se prolongam desde junho passado. Ainda assim, foi o único candidato excluído das eleições para o conselho distrital, a 24 de novembro.

Em comunicado, o Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau aponta que "concordou e apoiou" a decisão do gabinete eleitoral de Hong Kong, acusando Wong de estar "constantemente a apelar à intervenção de potências estrangeiras" nos assuntos do território semiautónomo.

A posição de Wong "desafiou as bases do princípio 'um país, dois sistemas'", aponta o gabinete, referindo-se à base política com que a soberania de Hong Kong foi transferida do domínio britânico para o chinês, em 1997.

Wong é "um dos principais culpados da conspiração para minar a prosperidade e a estabilidade de Hong Kong e, fundamentalmente, não atende aos requisitos de adesão [à miniconstituição de Hong Kong], nem mostra a lealdade à Região Administrativa Especial de Hong Kong exigida a um candidato", lê-se naquela nota.

O ativista considerou a decisão um tiro pela culatra: "Isto fará com que cada vez mais pessoas de Hong Kong saiam às ruas e votem nas eleições".

Lam considerou hoje que Hong Kong vive um "momento angustiante para o comércio e os negócios" e que a violência deve terminar.

"Quando a calma voltar, estamos comprometidos em encontrar soluções para alguns destes profundos problemas revelados pelos extensos protestos dos últimos quatro meses", garantiu.

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