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Governo confirma dois mortos em protestos no Chile

O ministro do Interior do Chile, Andrés Chadwick, confirmou hoje duas mortes, em resultado dos protestos contra o aumento do preço dos bilhetes de metro, e não três, como anunciaram antes as autoridades de Santiago do Chile.

Governo confirma dois mortos em protestos no Chile
Notícias ao Minuto

18:12 - 20/10/19 por Lusa

Mundo Chile

As duas vítimas mortais são duas mulheres, cujos corpos foram encontrados carbonizados no interior de um supermercado no sul de Santiago do Chile, capital e maior cidade do país, que foi saqueado e incendiado na noite de sábado, durante os protestos.

Segundo a agência de notícias espanhola EFE, junto aos dois cadáveres, estava o corpo de uma terceira pessoa, que as autoridades da região, num primeiro momento, deram como morta, mas o ministro indicou que a vítima se encontra hospitalizada com graves queimaduras em 75% do corpo.

Andrés Chadwick informou ainda que na madrugada, durante um controlo de uma patrulha militar, na zona de Puente Alto, se registou um incidente que causou dois feridos graves, provocados por balas.

Em conferência de imprensa, o ministro do Interior anunciou ainda que, durante a madrugada de sábado e a manhã de hoje, foram contabilizados "50 acontecimentos de violência" na região metropolitana da capital e 53 no resto do país.

Chadwick indicou igualmente que 62 agentes policiais e 15 civis ficaram feridos durante os violentos confrontos ocorridos na noite de sábado e na madrugada de hoje.

Por fim, o governante deu conta de que durante o recolher obrigatório ordenado na manhã de hoje, em três regiões do país, foram detidas 244 pessoas que não respeitaram a proibição de livre circulação, como impõe o recolher obrigatório.

Por sua lado, o general Javier Iturriaga, nomeado pelo governo responsável pela segurança na região metropolitana durante o estado de emergência, disse aos jornalistas que a noite de sábado foi "muito desagradável e alterada", com atos de vandalismo, distúrbios e "muitos saques."

Iturriaga afirmou que durante o dia de hoje será estudado se é necessário decretar outro recolher obrigatório para a região metropolitana, à qual pertence a capital.

Santiago do Chile esteve em estado de emergência desde a manhã de sábado e sob recolher obrigatório até as 07:00 (11:00 em Lisboa) devido aos distúrbios resultantes de protestos contra o aumento do preço do metro, na capital do país.

Embora o presidente do Chile, Sebastián Piñera, já tenha anunciado a suspensão do aumento dos preços, tanto na capital do país, como em Valparaíso, Concepción e outras cidades do Chile, como Iquique (norte), houve destruição urbana e confrontos entre polícia e manifestantes.

O responsável da Defesa anunciou que vai enviar hoje mais 1.500 soldados para controlar a situação.

Com este aumento, um total de 9.441 membros das Forças Armadas estarão destacados na Região Metropolitana de Santiago.

O aumento do preço do metro foi o gatilho do protesto dos cidadãos para expressarem insatisfação com a fome no Chile e as desigualdades do país.

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