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Barcelona desperta depois de noite de tréguas dos grupos radicais

A capital da Catalunha acordou esta manhã com uma chuva fraca depois de uma noite com momentos de grande tensão, mas sem os distúrbios dos últimos dias, com os grupos radicais violentos a darem uma trégua.

A manifestação de independentistas de sábado foi marcada pelo aparecimento de grupos de pacifistas que, ao fim do dia, se interpuseram entre a polícia e os mais agitadores funcionando como uma espécie de amortecedor que parece ter funcionado.

Com a concentração desconvocada, já depois da meia noite, centenas de manifestante continuaram em frente ao cordão da polícia, enquanto reduzidos grupos de radicais faziam algumas barricadas com caixotes de lixo que incendiaram nos arredores, tendo havido momentos de grande tensão com as forças da ordem a ameaçar cargas policiais que acabaram por não se confirmar.

"Fora as forças de ocupação" e "Somos pessoas de paz", foram algumas das palavras de ordem que as cerca de seis mil pessoas concentradas, segundo a Guarda Urbana, tinham gritado algumas horas antes.

A concentração tinha sido convocada pela esquerda radical independentista dos CDR (Comités de Defesa da República) e outras associações separatistas, para denunciar a "repressão" do Estado espanhol.

Outra característica surpreendente, o desaparecimento, há já alguns dias, da plataforma misteriosa e desconhecida autodenominada "Tsunami democrático" que tinha promovido as primeiras manifestações, nomeadamente no primeiro dia, na noite de segunda-feira, no aeroporto internacional de Barcelona.

Durante o dia de sábado, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez recusou-se a falar com o chefe do Governo regional da Catalunha, o independentista Quim Torra, enquanto este não condenasse "explicitamente" a violência e reconhecer o trabalho da polícia na contenção dos distúrbios dos últimos dias.

A liderança de Torra está, cada vez mais, a ser posta em causa com várias vozes nos principais partidos independentistas, ERC (socialistas moderados) e Juntos pela Catalunha (direita), a criticar a falta de liderança e a começarem a falar na possibilidade de uma antecipação das eleições regionais.

O Governo socialista espanhol tem renunciado a aplicar medidas excecionais mais radicais na Catalunha como é pedido pela direita espanhola, mas afirma estar pronto a utilizá-las se for necessário, numa altura em que se está a três semanas das eleições legislativas de 10 de novembro próximo.

A polícia regional 'Mossos d'Esquadra' deteve 13 pessoas nas várias concentrações de sábado em toda a Catalunha, tendo havido quatro agentes feridos, enquanto o Sistema de Emergência Médica (SEM) tratou 14 pessoas, 11 das quais em Barcelona.

Na noite de sábado também houve uma carga da Polícia Nacional espanhola contra centenas de manifestantes em Madrid, depois de estes terem cortado a conhecida avenida Gran Via, no centro da cidade, após uma marcha de 4.000 pessoas que pediram "amnistia para todos os presos políticos".

Os movimentos de protesto na Catalunha começaram na segunda-feira, depois ser conhecida a sentença contra os principais políticos catalães responsáveis pela tentativa de independência, em outubro de 2017.

Os juízes decidiram condenar nove deles a penas até 13 anos de prisão, por delitos de sedição e peculato.

Depois do anúncio da sentença, os independentistas fizeram cortes de estradas e de vias de caminho-de-ferro um pouco por toda a Catalunha.

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