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Confrontos entre curdos e turcos na Alemanha durante manifestação

Membros das comunidades curda e turca estiveram em confrontos na noite de segunda-feira em Herne, na Alemanha, à margem de uma manifestação da comunidade local curda contra a ofensiva de Ancara.

Confrontos entre curdos e turcos na Alemanha durante manifestação

Por volta das 19:00 (18:00 em Lisboa), durante a manifestação, cerca de 350 manifestantes curdos marcharam pelo centro de Herne, uma cidade operária perto de Dortmund, passaram por um café administrado por comerciantes turcos, provocando, com gestos, as pessoas que estavam sentadas na esplanada.

"A partir daí, os manifestantes atacaram o café, causando dois feridos", acrescentou.

Cinco pessoas ficaram feridas no decorrer da manifestação que acabou por ser interrompida.

Cerca de um milhão de curdos vive na Alemanha, maioritariamente provenientes do território turco. No total, vivem cerca 2,5 milhões de pessoas de nacionalidade ou origem turca no país.

Na semana passada, a Turquia desencadeou uma incursão militar no nordeste da Síria contra as YPG, que se destacou desde 2014 no combate aos grupos 'jihadistas' -- com apoio norte-americano, que, entretanto, abandonou a região -- mas considerado "terrorista" por Ancara.

Berlim condenou essa ofensiva e anunciou no sábado que ia interromper o fornecimento de armas à Turquia.

Desde o início da ofensiva turca, pelo menos 104 combatentes curdos e cerca de 60 civis morreram na sequência dos confrontos, segundo o mais recente balanço do OSDH (Observatório Sírio dos Direitos Humanos).

A ofensiva turca no nordeste da Síria já provocou cerca de 160 mil deslocados, de acordo com a ONU.

Segundo Ancara, a operação militar que arrancou na quarta-feira visa "os terroristas das YPG e do Daesh [acrónimo árabe do grupo extremista Estado Islâmico]" e pretende estabelecer uma "zona de segurança" no nordeste da Síria.

Na segunda-feira, o Presidente norte-americano anunciou sanções contra a Turquia, para restringir os ataques turcos aos combatentes curdos e civis na Síria, que começaram depois de Donald Trump anunciar a retirada dos militares dos EUA do norte do país.

A ofensiva de Ancara abre uma nova frente na guerra da Síria que já causou mais de 370.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados desde que foi desencadeada em 2011.

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