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Guerra contra plástico pode sofrer revés? Plástico novo está mais barato

Os fabricantes que optarem por manter políticas sustentáveis poderão ter um custo adicional de 250 milhões de dólares por ano (cerca de 226 milhões de euros).

Guerra contra plástico pode sofrer revés? Plástico novo está mais barato

A guerra ao plástico já foi declarada e a consciência ecológica tem ganhado cada vez mais expressão. Portugal é um aliado nesta batalha e a partir de 2020 serão proibidos os plásticos descartáveis. Mas esta luta pode vir a sofrer um revés se as entidades competentes não agirem de forma célere. Em causa está o aumento do preço do plástico reciclado.

Revela o Guardian que a batalha para reduzir o desperdício de plástico na Europa poderá ser milhões de dólares mais cara a cada ano, à medida que o custo do plástico reciclado aumenta. Na base desta projeção está o facto de, nos últimos meses, o preço do plástico reciclado utilizado na produção de garrafas de refrigerantes ter-se tornado mais caro que o plástico virgem.

O custo do fabrico de produtos de plástico a partir de matéria prima reciclada era mais barato do que utilizar plástico virgem feito com recurso a combustíveis fósseis. Ou seja, até então a opção mais económica era a mais sustentável. Mas os especialistas alertam que esta mudança dos preços de mercado poderá mudar a forma de pensar de alguns gestores. É que agora é mais barato usar plástico novo.

Um relatório da S&P Global Platts revelou que o plástico reciclado agora custa mais 72 dólares por tonelada (cerca de 65 euros) quando comparado com o plástico virgem. Esta tendência, refira-se, é justificada pela crescente demanda de inclusão de plásticos reciclados em novos produtos, em prol da sustentabilidade.

Os fabricantes que optarem por manter políticas sustentáveis poderão ter um custo adicional de 250 milhões de dólares por ano (cerca de 226 milhões de euros).

Detalha o meio de comunicação que, por exemplo, a Coca-Cola já tinha anunciado que planeia reduzir a quantidade de plástico virgem utilizado nas suas garrafas de refrigerante para os 50% nos próximos dois anos. Para além disso, a cor verde das embalagens de Sprite deverá dar lugar à transparente, para garantir que possam ser 100% reutilizadas.

Para evitar que os interesses economicistas se sobreponham às políticas sustentáveis, o Reino Unido planeia tributar as empresas que não usem pelo menos 30% de plástico reciclado nos seus produtos. Além desta medida, os especialistas apelam ao governo que apoie planos para aumentar a quantidade de plástico reciclado no mercado.

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