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Putin diz que tropas estrangeiras devem abandonar Síria

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu hoje que as tropas estrangeiras devem respeitar a soberania da Síria e abandonar o território, a menos que o Governo indique o contrário.

Putin diz que tropas estrangeiras devem abandonar Síria
Notícias ao Minuto

14:34 - 13/10/19 por Lusa

Mundo Síria

"Todas as nações estrangeiras" deveriam retirar as suas tropas, a menos que o Governo sírio lhes pedisse para ficarem lá, afirmou Putin, durante uma entrevista a três emissoras de televisão árabes.

O governante sublinhou que a Rússia também tem uma presença militar significativa na Síria, além de bases aéreas e navais, mostrando-se disponível para abandonar o território, se o Presidente Bashar Assad assim solicitar.

Apesar de não condenar a Turquia por enviar as suas tropas para aquele território, Putin vincou que as outras nações devem respeitar a soberania e a integridade territorial da Síria.

Mais de 130.000 pessoas deixaram as suas casas nas cidades de Tal Abyad e Ras al-Ain, desde que a ofensiva turca começou no nordeste da Síria, na quarta-feira, informou hoje a ONU (Organização das Nações Unidas).

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), alguns deles foram recebidos pelos seus familiares noutros locais, mas muitos refugiaram-se em escolas ou abrigos em cidades como Tal Amr, Hasakeh ou Raqa.

Segundo o escritório humanitário da ONU, cerca de 400.000 pessoas na área podem precisar de assistência e proteção nos próximos dias.

As Nações Unidas também alertaram que os hospitais públicos e privados de Ras al-Ain e Tal Abyad fecharam na sexta-feira e que mais de 400.000 pessoas ficaram sem abastecimento de água em Hasakeh, incluindo 82.000 residentes dos campos de refugiados de Al-Hol e Areesha.

A Turquia organizou esta ofensiva na Síria para combater as milícias curdas na região.

Oobjetivo da ofensiva é combater e afastar da região a milícia curdo-síria Unidades de Proteção Popular (YPG, integrante das FDS), que os turcos consideram uma organização terrorista por suas ligações com a insurgência curda na Turquia.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse na sexta-feira que a Turquia não vai parar até que o YPG, que forma a espinha dorsal da força terrestre apoiada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico (EI), se retire para pelo menos a 32 quilómetros da sua fronteira.

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