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Puigdemont pede votos contra muros que "encarceram vontade do povo"

O ex-presidente do Governo da Catalunha (Generalitat), Carles Puigdemont, pediu hoje aos catalães que nas eleições legislativas antecipadas de 10 de novembro "ultrapassem" com votos "os muros que encarceram a vontade do povo da Catalunha".

Puigdemont pede votos contra muros que "encarceram vontade do povo"

Puigdemont participou por videoconferência, a partir da Bélgica -- onde se encontra fugido à justiça espanhola -, num ato de pré-campanha da coligação Juntos pela Catalunha (JxCat/coligação independentista de centro-direita), que tem como lema "Contra a sentença, independência", realizado no Centro Cultural de Terrassa, em Barcelona.

O ex-líder da Generalitat pediu uma resposta pacífica às possíveis condenações que serão anunciadas pelo Tribunal Supremo espanhol contra políticos catalães envolvidos na tentativa de independência de 2017.

Os órgãos de comunicação social espanhóis citam desde sexta-feira "fontes do tribunal" para avançar que a sentença será conhecida na segunda-feira e os principais líderes irão continuar na prisão condenados por delitos de sedição e desvio de fundos públicos.

"Urnas e votos contra condenações e repressão", enfatizou Puigdemont.

Ao todo são 12 os independentistas que aguardam a leitura da sentença pelo seu envolvimento nos acontecimentos que levaram ao referendo ilegal sobre a autodeterminação da Catalunha realizado em 01 de outubro de 2017 e à declaração de independência feita no final do mesmo mês.

Nove deles estão presos, acusados de "rebelião", mas o ex-presidente do executivo regional Charles Puigdemont faz parte de um grupo de separatistas que continuam fugidos no estrangeiro e não foram julgados, porque a Espanha não julga pessoas à revelia.

Puigdemont afirmou que as possíveis sentenças representariam "anos de liberdade e vida que serão roubados" dos acusados e, ao mesmo tempo, significaria "roubar" ao povo da Catalunha "a sua liberdade para decidir o seu futuro".

"Cabe a nós cavar e passar os muros que aprisionam a vontade do povo da Catalunha. Nas eleições de 10 de novembro, temos uma grande oportunidade, temos que fazer buracos com as urnas e os votos. Não podemos, nem sabemos, nem devemos fazê-lo de outra maneira", enfatizou.

Segundo Puigdemont, a resposta da Catalunha às sentenças "deve ser fortemente canalizada através das urnas e dos votos", sob o lema "nenhuma urna vazia e nenhum voto desperdiçado" e reivindicando "liberdade, absolvição e independência".

O ex-presidente também acusou os partidos políticos de âmbito nacional por não conseguirem formar um governo e forçar "quatro eleições em quatro anos".

"Mais de quarenta anos depois, ainda não aprenderam a fazer política a favor do povo. São uns verdadeiros fracassados nas ferramentas que a democracia fornece para resolver os problemas das pessoas", afirmou.

A decisão do Supremo Tribunal é esperada com grande expetativa, principalmente na Catalunha para onde o Governo espanhol enviou nos últimos dias centenas de agentes da polícia para garantir a segurança da região, temendo-se as consequências para a ordem pública da eventual condenação dos líderes políticos independentistas.

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