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Suspeito de matar família encontrado 8 anos depois com nome falso

Xavier está a ser acusado de matar a mulher e os quatro filhos em 2011.

Suspeito de matar família encontrado 8 anos depois com nome falso

Um francês, de 58 anos, suspeito de matar a mulher e quatro filhos, em 2011, foi detido, esta sexta-feira no aeroporto de Glasgow, na Escócia, num voo proveniente de Paris.

De acordo com a agência de notícias AFP, ainda na capital francesa, no aeroporto Charles de Gaulle, as autoridades deconfiaram que o passageiro em questão era Xavier Dupont de Ligonnes, mas não conseguiram confirmar por este estar a viajar com uma identidade falsa e uma aparência "completamente diferente" da que tinha há quase uma década. Contudo, informaram a polícia escocesa das suspeitas.

Ao chegar ao aeroporto de Glasgow, as autoridades conseguiram confirmar, através das impressões digitais, que o suspeito se tratava realmente do homem que tinha sobre si pendente um mandado de prisão europeu emitido pelas autoridades francesas por cinco crimes de homicídio, desde 2011.

Segundo as autoridades, Xavier não resistiu à detenção. O francês está agora sobre a alçada da polícia escocesa. O que ainda não se sabe é quando e onde será o julgamento.

‘O Massacre de Nantes’

Xavier Dupont de Ligonnes é suspeito de matar a mulher Agnès, de 48 anos, e os filhos, Arthur, de 21, Thomas, de 18, Anne, de 16, e Benoît, de 13. Os corpos da família, assim como os dos dois cães, foram descobertos enterrados no jardim da própria residência, em 2011, na cidade francesa de Nantes.

Desde que o ‘Massacre de Nantes’, como foi apelidado o caso pela comunicação social francesa, que Xavier estava desaparecido.

Na altura, as autoridades revelaram que todas as vítimas foram mortas com “duas balas” na cabeça, disparadas à queima-roupa, por uma arma com silenciador. Posteriormente, o homicida enrolou-as com cal e enterrou-as debaixo de cimento, no jardim.

As autoridades começaram a desconfiar de Xavier depois dele ter ido à escola “católica e privada” dos filhos explicar que estes não iriam mais às aulas porque tinha sido transferido para um emprego na Austrália. Já aos amigos, o francês disse que era um “agente secreto” e estava a ser “levado para um programa de proteção de testemunhas”, nos EUA.

As autoridades procuraram o alegado assassino durante os oito anos. Ainda o ano passado, foi montada, em Var, no sul de França, uma grande operação policial para o apanhar depois de várias testemunhas terem garantido que este estava num mosteiro desta região.

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