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Conselho da Europa vê "com grande preocupação" intervenção da Turquia

A presidente do Conselho da Europa afirmou hoje ver "com grande preocupação" a intervenção militar da Turquia na Síria e apelou às partes envolvidas para protegerem os milhares de civis apanhados no meio dos conflitos.

Conselho da Europa vê "com grande preocupação" intervenção da Turquia
Notícias ao Minuto

11:43 - 12/10/19 por Lusa

Mundo Síria

com grande preocupação que tenho acompanhado os eventos relacionados à intervenção militar da Turquia no norte da Síria. Essa intervenção implica riscos e as suas consequências para a população da região são desastrosas. Lamento a perda de vidas, especialmente de civis", afirmou, em comunicado, Liliane Maury Pasquier.

A responsável apelou ainda para que sejam tomadas as medidas necessárias para evitar danos, nomadamente, aos milhares de civis "presos no meio" do conflito, entre ataques aéreos e combates terrestres.

"Espero que todos os Estados-membros do Conselho da Europa respeitem esta posição e atuem com responsabilidade", sublinhou.

Por outro lado, Pasquier exortou a Turquia a pôr fim à operação militar que "já provocou sérias consequências humanitárias" e que representa um "perigo real de violação dos padrões internacionais de proteção dos direitos humanos".

Desde quarta-feira passada que o exército turco combate no nordeste da Síria a milícia curdo-síria "Unidades de Proteção do Povo" (YPG), apoiadas até agora pelos Estados Unidos na luta contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI).

O Presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou aos seu homólogo norte-americano, Donald Trump, a urgência de conter a ofensiva turca no nordeste da Síria "o mais rápido possível", segundo um comunicado da Presidência francesa hoje divulgado.

Os líderes mantiveram uma conversa por telefone na sexta-feira à noite sobre a intervenção da Turquia na região e Macron defendeu a necessidade de impedir o ressurgimento do Estado Islâmico (EI) na área, segundo a nota do Palácio do Eliseu.

Trump, duramente criticado pela forma como lidou com a ofensiva militar turca contra os curdos no norte da Síria, abandonou a passividade inicial na sexta-feira ao pedir ao seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, que parasse os ataques sob ameaça de sanções.

Washington referiu no domingo que estava ciente da ofensiva militar turca, alertando ainda que não a "apoiaria" e também não "se envolveria" nessa operação.

Isso foi interpretado como uma aprovação para a operação militar do Governo turco contra os curdos, um plano que Erdogan mantém vivo há anos e que, até agora, tinha a oposição explicita de Washington.

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