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Maior organização indígena do Equador pede protestos mais radicais

A principal organização indígena do Equador rejeitou hoje um diálogo com o Presidente Lenín Moreno, apelando a uma "radicalização das ações" contra o aumento do preço dos combustíveis, após uma semana de intensos protestos que já fizeram cinco mortos.

Maior organização indígena do Equador pede protestos mais radicais
Notícias ao Minuto

19:30 - 10/10/19 por Lusa

Mundo Equador

A organização defendeu também o isolamento do Presidente equatoriano, apelando ao Exército que retire o seu apoio a Lenín Moreno.

"Nenhum diálogo com um Governo assassino", afirmou a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador, num comunicado assinado pelo presidente da organização, Jaime Vargas.

Já numa concentração na Casa da Cultura na capital equatoriana, Quito, que hoje mobilizou milhares de indígenas equatorianos, Jaime Vargas classificou como "traidores" os líderes de comunidades que estão a dialogar com o Governo de Lenín Moreno.

E assegurou que esses elementos não representam o coletivo e as suas decisões não vão desmobilizar os protestos.

Durante esta concentração em Quito, oito polícias (sete homens e uma mulher) foram retidos pelos manifestantes. Os elementos das forças policiais foram apresentados em público durante a ação, segundo relataram as agências internacionais.

O Equador é palco há uma semana de intensos protestos gerados pela retirada dos subsídios aos combustíveis e pelo anúncio de reformas económicas e laborais.

No início de outubro, o Governo adotou uma reforma que acabou com os subsídios aos combustíveis, o que aumentou os preços em mais de 100%, levando os manifestantes a exigir que seja revogada a medida.

A decisão governamental gerou um movimento social inédito desde 2007, com bloqueios de estradas, manifestações por vezes violentas e greves que têm paralisado o país.

Os protestos já levaram a Lenín Moreno a assinar um decreto de "estado de exceção", na terça-feira, que restringe a liberdade de circulação das pessoas e a proibição de andarem na rua a determinadas horas e nas áreas próximas a estruturas governamentais e a instalações estratégicas.

A "Defensoría del Pueblo", organização nacional de defesa dos direitos humanos, avançou hoje que pelo menos cinco civis, incluindo um líder indígena, morreram nestes protestos nacionais.

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