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União para o Mediterrâneo pede mais integração regional

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União para o Mediterrâneo (UpM) reuniram-se hoje em Barcelona no 4.º Fórum Regional e definiram o combate às alterações climáticas como uma das prioridades regionais para 2020.

União para o Mediterrâneo pede mais integração regional

De acordo com o comunicado final do encontro, o Fórum Regional da UpM forneceu a ocasião para uma apresentação do primeiro relatório científico sobre o clima e as alterações climáticas na área do Mediterrâneo, uma região que deverá garantir um forte compromisso na cooperação euro-mediterrânica e um desenvolvimento inclusivo e sustentável.

A região do Mediterrâneo está a registar um aquecimento 20% mais rápido que o resto do mundo. Com as atuais políticas, prevê-se que as temperaturas aumentem 2,2 graus centígrados até 2040.

Nesta perspetiva, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UpM concordaram em dar prioridade em 2020 ao ambiente e alterações climáticas, comércio, promoção do investimento, criação de empregos e cooperação económica, incluindo a economia digital e a conectividade de infraestruturas.

Neste quarto fórum, no qual participou o ministro dos Negócios Estrangeiros português Augusto Santos Silva, a UpM foi reconhecida como o único espaço de diálogo na região euro-mediterrânica, e focalizada em projetos concretos e comuns que ultrapassem os obstáculos políticos.

Foram ainda reconhecidos os esforços efetuados nos últimos anos para a aplicação do Roteiro para a Ação adotado em 2017.

Fundada em 2008, a União para o Mediterrâneo é uma organização intergovernamental euro-mediterrânica que conta com 43 membros -- 28 Estados Membros da União Europeia e 15 países do Mediterrâneo sul e leste -- sendo atualmente copresidida pela União Europeia, pela parte norte da região, e pela Jordânia, pela parte sul.

"A regularidade deste Fórum regional em quatro anos consecutivos tornou-o no principal ponto de encontro para uma discussão construtiva sobre a integração euro-mediterrânica, permitindo um forte prosseguimento dos princípios e objetivos do Processo de Barcelona. De facto, 2020 vai assinalar o 25.º aniversário deste histórico processo iniciado em 1995", prossegue o texto.

Ao definir os próximos objetivos do conclave, o secretário-geral da UpM, Nasser Kamel, sublinhou: "nenhuma nação, nenhuma comunidade na nossa região possui suficientes recursos para enfrentar isoladamente o desafio das alterações climáticas".

"Na linha os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, os nossos esforços comuns na próxima década têm inquestionavelmente de focalizar-se nesta urgente questão que vai para além das alterações climáticas e implica que reconsideremos a nossa abordagem face aos limitados recursos da região", acrescentou.

Até ao presente, a UpM promoveu 20 encontros ministeriais e envolveu-se em 59 projetos regionais avaliados em mais de 5,5 mil milhões de dólares (5 mil milhões de euros), e que segundo esta organização já garantiu resultados tangíveis em particular entre os jovens, mulheres e empresários.

O Fórum regional foi copresidido pela Alta Representante da UE para a Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, Ayman Safadi, na presença do chefe da diplomacia de Espanha -- que sucederá a Mogherini no cargo desta -, Josep Borrell, e de Nasser Kamel.

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