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Síria: As duas anteriores operações militares da Turquia

A ofensiva desencadeada hoje pela Turquia no norte da Síria é a terceira operação militar de Ancara contra os combatentes curdos das Unidades de Proteção Popular (YPG) desde 2016.

Síria: As duas anteriores operações militares da Turquia

De acordo com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, a operação "Fonte de Paz" é dirigida contra os "terroristas" do YPG e do grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI), e tem por objetivo instaurar uma "zona de segurança" para "permitir o regresso dos refugiados sírios ao seu país".

+++ Operação "Escudo do Eufrates" +++

Em 24 de agosto de 2016, a Turquia lançou a operação militar "Escudo do Eufrates" no norte da Síria, do outro lado da sua fronteira. Em algumas horas, centenas de rebeldes sírios apoiados pela aviação e tanques turcos conquistam a cidade de Jarablus aos 'jihadistas' do EI.

Ancara afirma que a operação se destinou a expulsar desta região fronteiriça os 'jihadistas' do EI e as milícias das YPG.

A operação decorreu alguns dias após um atentado atribuído ao EI que matou 54 civis em Gaziantep (sudeste). Até esse momento, Ancara estava a ser acusada de complacência face aos 'jihadistas', responsáveis por diversos ataques na Turquia desde 2015.

No entanto, a Turquia também pretendia evitar a formação de uma zona autónoma curda ao longo da sua fronteira.

No início de agosto, as Forças Democráticas Sírias (FDS), dominadas pelas YPG e apoiadas por uma coligação militar dirigida pelos Estados Unidos, apoderam-se de Minbej, bastião do EI, a 30 quilómetros da fronteira turca.

Ancara considera as YPG como um prolongamento do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a rebelião curda no sudeste do país que combate o exército turco desde 1984 e considerada uma "organização terrorista" pela Turquia, Estados Unidos e União Europeia.

Em fevereiro de 2017, o exército turco anuncia a tomada de Al-Bab, o objetivo final segundo Ancara e bastião do EI na província setentrional de Alepo. A conquista desta localidade permitiu a Ancara estabelecer uma "zona tampão" entre os diferentes territórios controlados pelos grupos curdos da Síria.

No final de março, a Turquia anuncia que a sua operação "foi concluída com sucesso".

+++ Operação "Ramo de oliveira" +++

Em 20 de janeiro de 2018, a Turquia lança uma ofensiva terrestre e aérea designada "Ramo de oliveira" contra as YPG na região de Afrine (noroeste), um dos três cantões da região autónoma curda do norte da Síria (também designada por Rojava), assente no federalismo democrático, democracia direta, igualdade de género e sustentabilidade, autoproclamada em 2016.

No dia seguinte, tanques, veículos blindados e militares turcos entram na região de Afrine. O primeiro-ministro turco indica que o objetivo consiste no estabelecimento de uma "zona de segurança" com uma extensão de 30 quilómetros a partir da fronteira.

Em 18 de março, as forças turcas e os seus aliados sírios apoderam-se da totalidade de Afrine, até então controlada pelas YPG.

De acordo com a ONU, metade dos seus 320.000 habitantes do enclave abandonaram as suas casas no decurso de uma ofensiva assinalada por pilhagens.

A Amnistia Internacional exorta a Turquia a pôr termo às "graves violações dos direitos humanos" em Afrine e acusa a Turquia de "fechar os olhos" aos abusos.

Ancara sempre garantiu que não pretende atingir as populações, mas segundo o Observatório sírio dos direitos humanos (OSDH), foram mortos cerca de 300 civis. A operação provocou mais de 1.500 mortos entre os milicianos curdos e 400 entre os grupos sírios pró-Ancara, ainda segundo a OSDH.

Segundo Ancara, foram mortos 45 soldados turcos.

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