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PM irlandês admite que acordo entre Londres e Bruxelas é "muito difícil"

O primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, admitiu hoje ser "muito difícil" o Reino Unido e a União Europeia chegarem a acordo sobre o 'Brexit' antes de 31 de outubro, sublinhando que não aceitará um consenso "a qualquer preço".

PM irlandês admite que acordo entre Londres e Bruxelas é "muito difícil"
Notícias ao Minuto

11:06 - 09/10/19 por Lusa

Mundo Brexit

Embora tenha garantido que se esforçará, até ao "último momento", para obter um acordo para a República de Irlanda, a Irlanda do Norte e o resto da União Europeia, o 'taoiseach' (primeiro-ministro na língua gaélica irlandesa) sublinhou, em declarações feitas na terça-feira à noite à televisão irlandesa RTE, que existem "grandes diferenças" entre as duas partes.

As negociações entre Londres e Bruxelas estão à beira do colapso, sobretudo depois de o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ter admitido que considera "essencialmente impossível" chegar a um acordo antes do dia 31.

O pessimismo aumentou ainda mais na sequência de uma conversa telefónica entre Boris Johnson e a chanceler alemã, na qual Angela Merkel disse que era "altamente improvável" conseguir o consenso necessário.

Ainda assim, o primeiro-ministro britânico disse acreditar que conseguirá alcançar um acordo antes da cimeira europeia, em 17 e 18 de outubro, designada frequentemente como a "cimeira do 'Brexit'".

"Sinceramente, acho que será muito difícil conseguir um acordo na próxima semana", disse Varadkar.

"O Reino Unido repudiou o acordo que negociámos de boa fé com o Governo da primeira-ministra [Theresa] May durante dois anos. [Depois] voltou a apresentar metade do acordo e disse que era uma concessão que estava a fazer", criticou.

Os dois chefes de Governo deverão encontrar-se na quinta-feira para tentar desbloquear a crise, segundo avança hoje a comunicação social britânica, na sequência de uma conversa telefónica na terça-feira à noite.

Na semana passada, Londres entregou a Bruxelas uma nova proposta de acordo, propondo a criação de uma zona regulatória comum entre a Irlanda do Norte e a vizinha Irlanda para facilitar a circulação de mercadorias e evitar a existência de fronteiras entre as duas partes da ilha.

Na proposta enviada a Bruxelas, Johnson propõe que a Irlanda do Norte deixe a união aduaneira e que a cobrança de tarifas seja feita eletronicamente, algo que a UE considera inaceitável, segundo os media.

Os deputados da oposição conseguiram, no mês passado, aprovar uma lei que obriga o Governo a solicitar uma prorrogação da retirada britânica da UE se Johnson não chegar a um acordo com o bloco europeu até 19 de outubro.

No entanto, o primeiro-ministro britânico continua a prometer que irá cumprir o calendário do 'brexit', mesmo que isso signifique deixar a UE sem acordo.

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