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DUP avisa que deixar Irlanda do Norte na união aduaneira seria "loucura"

A alegada exigência de Bruxelas de manter a Irlanda do Norte na união aduaneira europeia "seria uma loucura", acusou hoje a líder do Partido Democrata Unionista (DUP), Arlene Foster.

DUP avisa que deixar Irlanda do Norte na união aduaneira seria "loucura"

"Os comentários da chanceler alemã ao primeiro-ministro [britânico] de que a Irlanda do Norte deve permanecer na União Aduaneira da UE para sempre revelam agora o verdadeiro objetivo de Dublin e da União Europeia", afirmou a eurocética, num comunicado.

Segundo Foster, "solicitar ao Reino Unido que deixe uma parte de seu território soberano numa organização estrangeira da qual o Reino Unido deixaria de fazer parte e sobre a qual não tería influência seria uma loucura. Nenhum governo do Reino Unido poderia jamais conceder tal rendição".

A antiga primeira-ministra da Irlanda do Norte reagia às declarações de uma fonte não identificada do governo britânico sobre um telefonema entre Angela Merkel e Boris Johnson esta manhã, durante o qual a chanceler alemã terá dito que a UE só vai aceitar um acordo que mantenha a Irlanda do Norte na união aduaneira europeia.

Sem manter a província britânica alinhada com o mercado único europeu para evitar uma fronteira física na ilha da Irlanda, "ela disse que um acordo é altamente improvável", adiantou a fonte do governo à Sky News.

O governo britânico propôs na semana passada a criação de um zona regulatória comum entre a Irlanda do Norte e a vizinha Irlanda para facilitar a circulação de bens agro-alimentares e industriais.

Porém, o plano pressupõe que a Irlanda do Norte sai da união aduaneira europeia e fica a fazer parte de uma união aduaneira britânica e que o alinhamento com as regras europeias tenha de ser aprovado pelo parlamento e governo autónomo da província britânica.

Fonte do governo antecipou uma "rutura das negociações" para um acordo, mas a porta-voz da Comissão Europeia, Mina Andreeva, disse que as negociações técnicas continuam.

"A posição da UE não mudou: queremos um acordo. Estamos a trabalhar para um acordo", vincou.

A proposta do governo britânico pretendia ser uma alternativa ao mecanismo de salvaguarda designado por 'backstop' e desenhado para proteger o processo de paz na Irlanda do Norte que impõe a ausência de uma fronteira física ou controlos aduaneiros na circulação de bens com a vizinha República da Irlanda, membro da UE.

Este consistia em criar um "território aduaneiro comum", abrangendo a UE e o Reino Unido, no qual não haveria quotas ou tarifas para produtos industriais e agrícolas que circulassem na ilha da Irlanda, mas eurocéticos e o Partido Democrata Unionista (DUP) da Irlanda do Norte opõem-se à permanência do território britânico na união aduaneira europeia.

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