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Comissários designados por Polónia e Suécia com 'luz verde' do PE

Os comissários designados por Polónia e Suécia para o futuro executivo comunitário receberam hoje 'luz verde' do Parlamento Europeu, revelaram fontes parlamentares à Agência Lusa.

Comissários designados por Polónia e Suécia com 'luz verde' do PE

Após terem ficado no 'limbo' na sequência das suas audições, o polaco Janusz Wojciechowski (Agricultura), que tinha causado apreensão junto dos eurodeputados devido às suas respostas evasivas e hesitantes sobre o futuro da política agrícola da União Europeia, e a sueca Ylva Johansson (Assuntos Internos), que revelou desconhecimento em temas fulcrais da pasta que irá tutelar, nomeadamente as migrações e os pedidos de asilo, passaram finalmente o "exame" da assembleia europeia.

Enquanto Johansson convenceu a comissão parlamentar de Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos com as suas respostas escritas adicionais e não teve de voltar a sentar-se diante dos eurodeputados, Wojciechowski precisou de um esforço extra.

A audição do comissário indigitado pela Polónia foi retomada esta manhã, com Wojciechowski, que hoje escolheu responder às questões em polaco e não em inglês como fez na terça-feira passada, a ser mais claro nas suas posições sobre a política agrícola europeia e a merecer o parecer positivo da comissão de Agricultura do Parlamento Europeu.

Por resolver está ainda o caso de Sylvie Goulard; os grupos parlamentares só receberam as respostas escritas adicionais da indigitada francesa esta manhã, pelo que ainda terão de analisá-las antes de decidir se dão o aval à sua nomeação ou optam por retomar a sua audição.

A liberal francesa pode estar a ser 'vítima' de uma retaliação pelos 'chumbos' do húngaro László Trócsányi (Vizinhança e Alargamento), pertencente ao Partido Popular Europeu, e da socialista romena Rovana Plumb (Transportes) e da sua proximidade com o Presidente francês, Emmanuel Macron, visto pelo PE como o 'culpado' pela morte do 'Spitzenkandidaten', o processo segundo o qual o presidente da Comissão Europeia é escolhido entre os candidatos apresentados pelas principais famílias políticas europeias

A política francesa esteve, na quarta-feira, sob 'fogo cruzado' dos eurodeputados, que a instaram a explicar o seu envolvimento no caso dos empregos fictícios de assistentes do seu partido, o MoDem, no PE e a sua ligação ao Instituto Berggruen, um 'think tank' financiado por um magnata de Wall Street, enquanto era eurodeputada.

As justificações de Goulard, e o seu pedido de presunção de inocência, não sensibilizaram a comissão parlamentar do Mercado Interno, responsável pelo seu parecer, que decidiu pedir mais esclarecimentos por escrito à aliada de Macron

A antiga ministra da Defesa, cargo do qual se demitiu apenas um mês após ter sido nomeada devido ao caso dos empregos fictícios, fracassou na missão de convencer os eurodeputados de que a devolução de 45.000 euros à assembleia europeia, relativos a oito meses de salário de um assistente a quem continuou a pagar já depois de este ter deixado de trabalhar para si e ter passado a colaborar com o MoDem, se deveu a "um problema de gestão de recursos humanos".

Única comissária indigitada sob investigação do Organismo Europeu de Luta Antifraude -- decorre em paralelo uma investigação na justiça francesa também referente ao mencionado caso -, Goulard mereceu ainda várias críticas pelo elevado salário (cerca de 13.000) que auferiu enquanto conselheira especial do 'think tank' de Nicolas Berggruen, uma função que exerceu entre 2013 e 2016 a par da sua atividade como deputada europeia.

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