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Macron tenta encontro Trump-Rohani à margem da Assembleia geral da ONU

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou hoje que manteve encontros separados com os seus homólogos norte-americano, Donald Trump, e iraniano, Hassan Rohani, quando procura organizar um encontro bilateral entre os dois dirigentes à margem da Assembleia geral da ONU.

Macron tenta encontro Trump-Rohani à margem da Assembleia geral da ONU

Todas as atenções estão focadas nos líderes norte-americano e iraniano no decurso do 74º conclave da organização mundial, esta terça-feira, na sequência do recente aumento da tensão militar na região do Golfo Pérsico.

Macron, que assume a função de mediador, manteve hoje uma primeira "reunião informal" com Trump, longe dos holofotes mediáticos. "Vou encontrar Rohani esta tarde e de novo Trump amanhã [terça-feira]", declarou.

"Farei tudo para que existam condições para discussões, em simultâneo para que não exista nenhuma escalada e para que seja construída uma solução útil, duradoura para a segurança da região", assegurou. Assinalou ainda uma "abertura com condições" por parte de Mohammad Javad Zarif, ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros.

Em declarações aos jornalistas, Jarif afirmou hoje pretender que Washington retroceda na pressão das sanções para renovar o diálogo, e garantiu que o Irão "não fecha a porta a negociações" com os Estados Unidos.

Mas se o eventual encontro "seja apenas para uma fotografia" sem resultados concretos, apenas contribuirá para "aumentar as dificuldades económicas" dos iranianos, preveniu.

Desde a cimeira do G7 na estância francesa de Biarritz no final de agosto que o inquilino da Casa Branca admite em público que admitia um encontro com o seu homólogo iraniano, um importante feito diplomático a um ano das presidenciais norte-americanas.

As relações entre Washington e Teerão agravaram-se na sequência da decisão unilateral de Trump em retirar-se em 2018 do acordo nuclear assinado com o Irão e as principais potências três anos antes.

No entanto, os ataques de 14 de setembro, atribuídos pelos EUA ao Irão, contra duas instalações petrolíferas sauditas, provocaram novo aumento das tensões e fizeram recear uma nova escalada militar na região.

Neste contexto, Macron reconheceu que estes ataques afastaram a perspetiva de um encontro Trump-Rohani, mas apelou à "lucidez". Uma posição semelhante a do seu chefe da diplomacia, Jean-Yves Le Drian, que salientou a necessidade de manter o "processo de diminuição da escalada" iniciado nas últimas semanas.

A resposta norte-americana, relativamente contida -- agravamento das sanções contra Teerão e um envio "moderado" de reforços militares para o Golfo Pérsico -- sugere que a porta não está totalmente fechada.

Uma tendência confirmada por Mike Pompeo, o secretário de Estado dos EUA com reputação de "falcão", que também insistiu na necessidade de uma "solução pacífica".

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