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Trump admite ter falado de Biden em telefonema a Presidente da Ucrânia

O Presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu ter falado do antigo vice-presidente Joe Biden e do seu filho Hunter num telefonema com o Presidente da Ucrânia, que está a ser usada como prova de tentativa de pressão sobre um líder estrangeiro.

Trump admite ter falado de Biden em telefonema a Presidente da Ucrânia
Notícias ao Minuto

14:13 - 23/09/19 por Lusa

Mundo EUA

Donald Trump está a ser acusado de ter feito um telefonema para o Presidente da Ucrânia, Vladimir Zelenski, no verão passado, pressionando-o a investigar Hunter Biden, filho de Joe Biden, vice-presidente no mandato de Barack Obama e atual candidato à Casa Branca pelo Partido Democrata, por suspeita de irregularidades na sua ligação com uma empresa ucraniana.

Em declarações aos jornalistas, hoje, Trump disse que o telefonema para Zelensky, em 25 de julho, teve um tom "congratulatório" e focou-se nos problemas da corrupção nos países da Europa de Leste, admitindo que poderá ter usado como exemplo a preocupação com o eventual envolvimento do filho de Joe Biden em negócios menos lícitos de uma empresa ucraniana, onde era administrador.

Donald Trump voltou a negar que tenha pressionado o Presidente ucraniano para investigar Hunter Biden, rejeitando as acusações de que está a ser alvo, em particular por dirigentes do Partido Democrata, de abuso de poder, servindo-se do lugar de Presidente dos EUA para pressionar líderes estrangeiros a investigar adversários políticos ou seus familiares.

Segundo a denúncia, Trump tentou levar o Presidente da Ucrânia a investigar as atividades de Hunter Biden, que foi contratado pela empresa de gás ucraniana Burisma Holding, em abril de 2014, tendo-se envolvido em suspeitas de corrupção, que foram investigados pelas autoridades da Ucrânia.

Nessa altura, o então vice-presidente Joe Biden pressionou o Governo ucraniano para demitir o procurador-geral, que era acusado pelo Ocidente de ser muito moderado face a casos de corrupção.

Na sua conta na rede social Twitter, no sábado, Trump tinha referido que foi "uma conversa perfeitamente normal e rotineira" que teve com o líder da Ucrânia, garantindo que "não foi dito nada de errado".

Hoje, o Presidente norte-americano explicou que a menção a Joe Biden e ao seu filho, durante o telefonema para Zelenski, se deveu ao facto de não querer que os norte-americanos, incluindo o ex-vice-presidente e Hunter, "contribuíssem para a corrupção na Ucrânia".

"A Ucrânia tem muitos problemas (...). O novo Presidente disse que seria capaz de livrar o país da corrupção e eu respondi que isso seria ótimo. Tivemos uma excelente conversa. Falámos de muitas coisas", afirmou hoje Donald Trump, reforçando a ideia de que não exerceu qualquer pressão sobre Zelenski.

Joe Biden já tinha reagido a esta polémica, dizendo que o Presidente dos EUA está a tentar manchar a sua imagem devido à sua candidatura presidencial, em que aparece à frente nas sondagens sobre as eleições primárias do Partido Democrata.

O caso surgiu na sequência de uma denúncia que foi divulgada pelo diretor interino do departamento de Inteligência Nacional, Joseph Maguire, que reportou o incidente ao Congresso, sem, contudo, prestar mais esclarecimentos, alegando privilégios presidenciais.

A presidente da maioria Democrata na Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, disse no domingo que, a menos que Joseph Maguire dê mais dados, a contenção de informação, por razões de privilégios presidenciais, poderá ser tomada como uma obstrução de justiça, passível de levar a um processo de destituição do Presidente.

Donald Trump diz que a oposição apenas está a tentar tirar proveito político de uma situação em que, na sua opinião, se deveria investigar a ação de Joe Biden sobre o procurador-geral da Ucrânia, mantendo a sua posição de inocência sobre qualquer pressão sobre Zelenski.

Donald Trump e Vladimir Zelenski deverão reunir-se esta semana, em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU.

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