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Irão quer cooperação e paz duradoura com países do Golfo Pérsico

O Presidente do Irão, Hassan Rohani, defendeu hoje a "cooperação massiva" e a "paz a longo prazo" no Golfo Pérsico, onde numerosos incidentes de segurança têm sido registados e onde a tensão disparou recentemente.

Irão quer cooperação e paz duradoura com países do Golfo Pérsico
Notícias ao Minuto

12:07 - 23/09/19 por Lusa

Mundo Irão

Rohani falava aos jornalistas antes de partir para os Estados Unidos para participar na Assembleia-Geral da ONU, apesar das reticências dos EUA em lhe dar visto de entrada no país.

Na Assembleia-Geral da ONU, que começa na terça-feira, Rohani deverá apresentar a sua iniciativa "Paz de Ormuz", também chamada de "Esperança".

"Queremos uma cooperação massiva na região do Golfo Pérsico para obter segurança e queremos que todos os países da região participem nesse caminho", afirmou, segundo um comunicado da Presidência iraniana.

Rohani sublinhou que a iniciativa abrangerá "outras questões" além da segurança e que a ONU também é convidada a participar.

"Esperamos anunciar ao mundo que o Irão está a procurar a paz a longo prazo na região", acrescentou o Presidente, que já no domingo havia estendido a mão aos seus rivais do Golfo para resolver a crise atual, embora continue a ser muito crítico em relação aos Estados Unidos.

Na mesma linha, Rohani denunciou hoje que "os Estados Unidos querem assumir o controlo total da região e o controlo de todo o petróleo na parte oriental da Arábia Saudita".

"Os norte-americanos querem aproveitar ao máximo essa oportunidade e procuram concluir contratos de mil milhões de dólares com sistemas de defesa com países da região, indicando que têm outros objetivos para continuar a sua presença na região", alertou.

Os EUA anunciaram o envio de mais tropas para o território saudita e para os Emirados Árabes Unidos após os ataques da semana passada a duas instalações petrolíferas da Aramco na Arábia Saudita.

Washington e Riade acusaram Teerão dos ataques, que foram reivindicados pelos rebeldes Huthis do Iémen, que são apoiados pelos iranianos, que negam qualquer envolvimento.

Antes de embarcar para os Estados Unidos, Rohani disse ainda aos jornalistas que irá procurar apoio durante a Assembleia-Geral da ONU em relação às pressões "cruéis" que o país está a sofrer por parte dos Estados Unidos.

"Para nós, é essencial participar na Assembleia-Geral da ONU e discutir a vários níveis", disse Rohani antes de embarcar.

"Os norte-americanos não querem deixar (o Irão participar na cimeira), mas o iremos fazer", acrescentou.

As relações entre Teerão e Washington estão tensas desde que, em maio de 2018, os Estados Unidos se retiraram unilateralmente do acordo nuclear iraniano alcançado em Viena em 2015 e reinstalou sanções económicas, emitindo outras novas, contra o Irão, como parte de uma campanha de "pressão máxima".

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