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Oito pessoas julgadas por ataque falhado à catedral de Notre Dame

Oito pessoas vão hoje a julgamento hoje em Paris por um atentando terrorista falhado à catedral de Notre Dame, planeado em 2016, noticiam as agências internacionais.

Oito pessoas julgadas por ataque falhado à catedral de Notre Dame
Notícias ao Minuto

11:30 - 23/09/19 por Lusa

Mundo França

Anos antes do incêndio que destruiu parte do monumento histórico, a Notre Dame foi alvo de um ataque terrorista que falhou, planeado por duas mulheres francesas que juraram lealdade ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).

As suspeitas vão a julgamento hoje, num tribunal especial em Paris, pela tentativa de explodir um veículo carregado com botijas de gás encharcadas de combustível junto à catedral.

Seis outras pessoas também serão julgadas por atividades terroristas relacionadas.

Ines e Ornella Gilligmann eram apenas adolescentes quando se juntaram a um grupo de conversação numa rede social gerida pelo jihadista francês Rachid Kassim, de acordo com documentos judiciais.

Kassim era a figura central no recrutamento para o EI em França e, segundo os procuradores, estava ligado a outros ataques, como os assassínios de um padre dentro da sua igreja na Normandia e de um casal de polícias em frente ao seu filho.

Kassim voltou para a Síria em 2015 e durante o ano seguinte multiplicou as suas ameaças contra França, usando redes sociais em que publicava guias detalhados de como os seus seguidores deveriam cometer os ataques, sugerindo esfaqueamentos de grupos ou encher carros com botijas de gás pulverizadas com combustível.

Madani e Gilligmann tentaram reproduzir um dos seus guias, depois de enviarem vídeos a Kassim jurando a sua lealdade ao EI, segundo os documentos judicias.

No dia 04 de setembro de 2016, elas estacionaram junto à Notre Dame um automóvel que continha seis botijas de gás molhadas com combustível e tentaram incendiá-las, mas falharam e acabaram por fugir.

A polícia rapidamente descobriu as suas identidades, uma vez que o carro pertencia ao pai de Madani e as impressões digitais e ADN foram encontradas nas botijas de gás.

Gilligmann, que já era conhecida das forças de segurança por ter tentado viajar para a Síria em 2014, foi presa dois dias depois, no sul de França.

Madani planeou um novo ataque com a ajuda de Kassim e outras mulheres extremistas e, no dia 08 de setembro, três tentaram um esfaqueamento em grupo enquanto a polícia as cercava.

Os suspeitos enfrentam uma pena que vai de 30 anos a prisão perpétua.

Madani "reconhece a responsabilidade" pelo planeamento do ataque à Notre Dame e espera-se que seja condenada, ainda que o advogado Laurent Pasquet tenha dito à Associated Press (AP) que Madani foi manipulada por Kassim e que já "não está radicalizada de todo".

"Ela fez muita introspeção", afirmou.

O julgamento de Kassim vai ser feito mesmo sem a sua presença e um mandado internacional já foi emitido, ainda que as autoridades competentes acreditem que ele tenha sido morto num ataque em 2017, junto à cidade de Mosul, no Iraque.

As autoridades norte-americanas confirmaram a sua morte, ainda que não haja provas oficiais reportadas ao tribunal francês.

Ainda que o ataque tenha falhado e ninguém tenha ficado ferido, as mulheres planearam uma explosão que, segundo os procuradores, teria matado dezenas de pessoas, num dos bairros franceses com mais turismo do país.

Este ataque foi planeado numa altura em que uma série de ataques de extremistas islâmicos abalaram França, fazendo-a aumentar a sua segurança.

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