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Encontrado vivo líder de sindicato do Zimbabué alegadamente raptado

O presidente da Associação de Médicos Hospitalares do Zimbabué (ZHDA), Peter Magombeyi, cujo alegado sequestro no passado sábado motivou protestos, foi encontrado vivo na noite de quinta-feira, anunciaram as autoridades e ativistas.

Encontrado vivo líder de sindicato do Zimbabué alegadamente raptado
Notícias ao Minuto

15:33 - 20/09/19 por Lusa

Mundo Médicos

De acordo com o Fórum de ONG dos Direitos Humanos, o médico Peter Magombeyi, foi libertado durante a noite, tendo sido entregue aos seus advogados.

Segundo um comunicado das autoridades, o líder sindical "foi encontrado pela polícia", estando a receber tratamento na capital, Harare.

Fonte do sindicato, citado pela agência espanhola Efe, disse que o médico "parece estar bem".

"Disse que não tem nenhum ferimento, mas não se recorda do que lhe aconteceu nos últimos dias", relatou a mesma fonte.

O ministro da Informação do Zimbabué afirmou que as tentativas da polícia para o interrogar não estavam a funcionar, "porque ele prefere não falar com as autoridades".

Alguns órgãos de comunicação locais indicaram que Magombeyi apareceu na localidade de Nyabira, cerca de 30 quilómetros a noroeste de Harare.

O médico foi alegadamente sequestrado no sábado à noite por três homens que o ZHDA identificou como membros dos serviços de inteligência zimbabueanos, depois de ter recebido várias mensagens com ameaças.

O desaparecimento ocorreu quando o médico negociava, em nome da ZHDA, com o Governo para tentar obter uma melhoria salarial e que os ordenados sejam pagos em dólares norte-americanos e não nos desvalorizados dólares zimbabueanos.

Alguns médicos dizem que já não têm sequer capacidade de se deslocar para o trabalho, já que vivem com salários inferiores a 90 euros por mês.

Segundo a agência Associated Press, mais de 50 críticos do Governo e ativistas foram raptados no Zimbabué este ano, tendo alguns sido torturados e alertados por presumíveis agentes da segurança do Estado para desistirem de ações antigovernamentais.

Uma mulher foi forçada a beber água do esgoto, denunciou a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch.

O caso envolvendo Magombeyi motivou manifestações de preocupação a nível internacional, com a União Europeia a apelar às autoridades para que se empenhassem nas buscas do médico, enquanto crescem receios de que o Governo liderado pelo Presidente Emmerson Mnangagwa esteja a tornar-se mais repressivo do que o líder de longa data, Robert Mugabe, que morreu no início deste mês.

Mugabe foi acusado de recorrer aos raptos para silenciar críticos, e alguns nunca voltaram a aparecer.

Médicos de hospitais públicos manifestaram-se ao longo da semana nas ruas de Harare para entregar uma petição ao Presidente Mnangagwa.

O Governo negou, desde o início, qualquer envolvimento no desaparecimento de Magombeyi.

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