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Júri considera Ana Julia culpada de homicídio qualificado de Gabriel

O júri decidiu por unanimidade após mais de 24 horas de deliberação.

Júri considera Ana Julia culpada de homicídio qualificado de Gabriel

O júri popular declarou por unanimidade Ana Julia Quezada culpada de homicídio qualificado de Gabriel, o menino de oito anos filho do seu antigo companheiro Ángel Cruz a 27 de fevereiro de 2018, numa propriedade em Almería, em Espanha.

A decisão surgiu após os membros do júri - sete mulheres e dois homens - terem sido mantidos incomunicáveis durante 26 horas e meia numa pequena sala do Tribunal Provincial e Almería e no seu quarto de hotel para responderem às 142 perguntas feitas pela juíz Alejandra Dodero, dá conta o El País.

O júri começou as deliberações às 13h26 de quarta-feira e concluíram pelas 16h desta quinta-feira, momento em que entregaram a ata à magistrada.

Consideram dado como provado que Ana Julia Quezada, de 46 anos, matou Gabriel de forma "intencional e impulsiva", escreve o La Vanguardia. Apesar de considerarem dar como provado o homicídio com violência, descartaram que a mulher tivesse prolongado de forma deliberada o sofrimento da criança.

No entanto, assumem que o menino foi apanhado desprevenido e que houve um aproveitamento da superioridade de Ana Julia face a Gabriel devido à diferença de idades e de constituição física.

O tribunal considera ainda que a mulher provocou danos psicológicos nos pais do menor, Patricia Ramírez e Ángel Cruz.

Na sequência desta decisão, Ana Julia Quezada pode ser condenada a uma pena de prisão perpétua.

Ana Julia Quezada poderá ser a primeira mulher em Espanha a receber a pena máxima: prisão perpétua com revisão pelo crime de homicídio. O Ministério Público, porém, pede mais dez anos de pena acessória devido aos danos psicológicos causados aos pais de Gabriel (cinco anos por cada progenitor). A mesma pena é pedida pelo advogado da família que faz a acusação particular.

Do lado da defesa da imigrante da República Dominicana é alegado que Ana Julia cometeu homicídio involuntário, pelo que solicitava três anos de prisão ou homicídio doloso, que seria punível com 15 anos de prisão.

Recorde-se que Gabriel Cruz desapareceu no dia 27 de fevereiro de 2018, em Almería, e foi encontrado no dia 11 de março do mesmo ano na bagageira do carro de Ana Julia, namorada do pai do menino. A mulher confessou o crime e revelou que matou a criança depois de uma discussão entre ambos. A morte de Gabriel causou comoção em Espanha e foi condenada pelo rei Filipe VI.

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