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Mulher dá-se como culpada de ajudar chineses a dar à luz nos EUA

A mulher estava acusada de manter um esquema de 'turismo de partos'.

Mulher dá-se como culpada de ajudar chineses a dar à luz nos EUA

Uma mulher de nacionalidade chinesa declarou-se culpada após ser acusada pelos Estados Unidos de manter um esquema de 'turismo de partos' para chineses que pagavam para que os seus filhos nascessem como cidadãos norte-americanos.

Dongyuan Li admitiu que a sua empresa ajudava famílias chinesas abastadas a conseguirem entrar nos Estados Unidos para dar à luz, conta a BBC. A mulher dava treino aos clientes para conseguirem escapar aos sistemas de controlo de imigração e esconder a gravidez.

No total, Dongyuan Li recebeu mais de 3 milhões de dólares (cerca de 2,7 milhões de euros) em transferências. Agora, pode enfrentar uma pena até 15 anos de prisão quando for sentenciada em dezembro deste ano.

Como funcionava o esquema?

A mulher admitiu que, entre 2013 e 2015, a sua empresa cobrava a pessoas de nacionalidade chinesa - que incluíam responsáveis governamentais - entre 40 mil e 80 mil dólares (entre 32 mil e 72 mil euros) para os treinar a ter um bebé nos Estados Unidos, de forma a que as crianças tivessem os benefícios da nacionalidade norte-americana.

Inicialmente os clientes voavam da China para o Havai pois a empresa acreditava que era o local onde era mais fácil passar no Serviço Alfandegário. Daí voavam depois para Los Angeles onde eram postos em apartamentos.

A mulher admitiu anda que os clientes eram aconselhados sobre como passar na entrevista feita no consulado na China, que incluía dizerem que pretendiam ficar nos Estados Unidos durante duas semanas. Na verdade, pretendiam ficar até três meses para darem à luz.

Quais são as acusações e porque é que é ilegal?

Dongyuan Li declarou-se culpada de um crime de conspiração para cometer fraude de imigração e um crime de fraude para obtenção de visto. Como parte do acordo que fez com as autoridades concordou em abdicar dos seus bens, que incluíam 850 mil dólares (770 mil euros), da sua casa avaliada em mais de 500 mil dólares (453 mil euros) e dos seus vários carros da marca Mercedes.

Apesar de não ser ilegal visitar os Estados Unidos e dar à luz, fazer isso de forma a obter um visto de cidadania é. As autoridades acusam Dongyuan Li de ter promovido os benefícios de ter um bebé naquele país, o que poderia incluir ajuda a desbloquear processos de cidadania para os próprios membros da família.

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