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União Europeia acompanha protestos em Hong Kong "com preocupação"

A União Europeia (UE) afirmou hoje estar a acompanhar "com preocupação" a onda de protestos violentos em Hong Kong, para a qual pediu a contenção da violência e a "reconstrução da confiança" democrática e económica.

União Europeia acompanha protestos em Hong Kong "com preocupação"

"A situação ainda se mantém tensa. Nós acompanhamos com preocupação a crescente violência em Hong Kong e mantemos as nossas expectativas de que todas as partes se devem abster da violência e procurar soluções através de um diálogo genuíno construtivo", declarou a comissária europeia Elzbieta Bienkowska, falando em representação da Alta Representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini.

Numa intervenção em nome de Federica Mogherini na sessão plenária do Parlamento Europeu, que decorre até quinta-feira na cidade francesa de Estrasburgo, Elzbieta Bienkowska sublinhou que, para chegar a esta solução, "é preciso reconstruir a confiança", não só nas instituições, mas também a nível económico.

Hong Kong atravessa a pior crise política, desde que a cidade foi devolvida pelo Reino Unido à China, em 1997, com manifestações quase diárias, muitas das quais degeneraram em confrontos violentos entre os ativistas mais radicais e a polícia.

Muitos comerciantes já se começam a queixar do efeito desta crise, pelas quebras no negócio; vários hotéis apresentam quartos a preços de saldo, para contrariar a quebra do turismo; e o aeroporto da cidade tem registado paralisações temporárias, devido às sucessivas iniciativas para perturbar a circulação.

Esta situação esteve em debate no primeiro dia daquela que é sessão de rentrée da assembleia europeia, após o período de férias.

No final de agosto, Federica Mogherini declarou que a situação em Hong Kong "é extremamente preocupante" para a UE e apelou às autoridades que respeitem a liberdade de expressão e as manifestações pacíficas.

"Os desenvolvimentos em Hong Kong, especialmente os das últimas horas, são extremamente preocupantes. Nós esperamos que as autoridades de Hong Kong respeitam a liberdade de expressão coletiva, assim como o direito de as pessoas se manifestarem pacificamente", vincou Federica Mogherini, que falava em conferência de imprensa à margem da reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, em Helsínquia.

Os protestos em Hong Kong, que duram quase há mais de três meses, focaram-se inicialmente na rejeição das emendas propostas pelo Governo à lei da extradição, que permitiria o envio de suspeitos para a China.

Contudo, a lista de reivindicações tem sido alvo de ajustes.

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