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Número de mortos em confrontos entre grupos armados sobe para 38

O número de mortos nos confrontos entre dois grupos armados no sábado em Birão, no extremo nordeste da República Centro-Africana (RCA), subiu para 38, de acordo com um relatório das Nações Unidas.

Número de mortos em confrontos entre grupos armados sobe para 38

Numa primeira informação, a Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana (MINUSCA) referiu que o número de mortos nos confrontos era de 23, mas o número de mortos foi revisto em alta.

Os confrontos foram entre os grupos armados do Movimento dos Libertadores Centro-Africanos para a Justiça (MLCJ) e da Frente Popular para a Renovação na República Centro-Africana (FPRC) em Birão, a cerca de 60 quilómetros da fronteira entre a RCA e o Sudão.

No início do mês, os dois grupos, signatários do acordo de paz, também tinham estado envolvidos em conflitos, que causaram cerca de uma vintena de mortos.

Segundo o documento hoje divulgado pelas Nações Unidas, 32 mortos pertencem à FPRC e seis ao MLCJ, existindo ainda 18 feridos, um deles um capacete azul da MINUSCA.

Após a violência de sábado, a MINUSCA, a União Africana e a Comunidade Económica dos Estados da África Central denunciaram, em comunicado, uma "violação flagrante" do acordo de paz assinado entre O Governo e 14 grupos armados em 06 de fevereiro.

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do ex-Presidente François Bozizé por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-Balaka.

O Governo centro-africano controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por mais de 15 milícias que procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

Um acordo de paz foi assinado em Cartum, capital do Sudão, no início de fevereiro pelo Governo e por 14 grupos armados. Um mês mais tarde, as partes entenderam-se sobre um governo inclusivo, no âmbito do processo de paz.

Portugal está presente na RCA desde o início de 2017, no quadro da MINUSCA, cujo 2.º comandante é o major-general Marcos Serronha, onde está a 6.ª Força Nacional Destacada (FND), e militares na Missão Europeia de Treino Militar-República Centro-Africana, cujo 2.º comandante é o coronel Hilário Peixeiro.

A 6.ª FND, que tem a função de Força de Reação Rápida, integra 180 militares, na sua maioria Paraquedistas, pertencendo 177 ao Exército e três à Força Aérea.

Na RCA estão também 14 elementos da Polícia de Segurança Pública.

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