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Governo acusa Guaidó de ligação a criminosos colombianos mas ele contesta

O Ministério Público venezuelano (MP) anunciou hoje a abertura de uma investigação contra o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela (parlamento), o opositor Juan Guaidó, que acusa de ligações ao grupo colombiano de tráfico de drogas "Los Rastrojos".

Governo acusa Guaidó de ligação a criminosos colombianos mas ele contesta

O anúncio foi feito pelo procurador-geral designado pela Assembleia Constituinte (AC, composta unicamente por simpatizantes do regime), Tareck William Saab, depois de serem divulgadas duas fotos, tiradas em fevereiro último, em que Juan Guaidó aparece ao lado de Alberto Lobo Quintero (alias Brother) e Jhon Jairo Durán (alias Menor), membros daquele grupo formado por paramilitares e associado ao tráfico de droga.

"Los Rastrojos são um grupo criminoso formado por dissidentes das (subversivas) Autodefesas Unidas da Colômbia, que se desmobilizaram em 2006. Esta organização trabalha com organizações do narcotráfico colombiano e com o cartel mexicano de Sinaloa", explicou o procurador durante uma conferência de imprensa em Caracas.

Segundo Tareck William Saab "a polícia de Cúcuta (Colômbia) confirmou que as pessoas das fotos são os líderes do grupo" e que já se encontram detidos, sendo acusados de narcotráfico, assassinato, extorsão, associação para cometer delitos e uso de armas de guerra.

Saab explicou que a ida de Juan Guaidó, em fevereiro último, à Colômbia, "foi coordenada, em Puerto Santander, com membros de Los Rastrojos".

"Estas fotos indicam que o Governo de Duque (Iván, Presidente da Colômbia) delegou num grupo narco-paramilitar os arranjos para passar (Juan) Guaidó para esse país", disse.

O líder opositor já refutou as acusações e explicou que desconhecia que as pessoas que apareciam nas fotos eram criminosos colombianos.

Guaidó disse também que muita gente lhe pede para tirar um foto com ele, sendo impossível saber com quem está a ser fotografo.

As fotos teriam sido tiradas a 22 de fevereiro último, dia em que teve lugar um concerto na cidade de Cúcuta (fronteiriça com a Venezuela) para recolher fundos para ajudar os venezuelanos que emigraram e para promover a entrada de ajuda humanitária na Venezuela.

"Nesse dia tirei centenas de fotos e depois de chegarmos ao concerto, foram milhares. É difícil discriminar quem pede uma foto", disse Juan Guaidó à Blu Rádio.

Juan Guaidó frisou ainda que "há muitos vídeos, fotos de esse dia, em que, com muito risco, conseguiu chegar à Colômbia para fazer gestões para a entrada de ajuda humanitária" na Venezuela.

O opositor ao regime de Nicolas Maduro explicou que desconhecida o que acontecida no lado colombiano da fronteira, e que "passou pelo menos 11 bloqueios do lado venezuelano" onde havia "interceção de coletivos (grupos armados afetos ao regime)".

Juan Guaidó, que em janeiro último jurou assumir as funções de presidente interino da Venezuela recordou que o parlamento aprovou recentemente "o uso de tecnologia satélite para identificar e combater grupos irregulares na Venezuela", e para partilhar essa informação com a Colômbia.

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