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EUA vão revelar nome de saudita procurado pelos ataques do 11 de setembro

Os EUA vão revelar o nome de um cidadão saudita procurado por advogados de sobreviventes e familiares de vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001, que têm procurado ligar a Arábia Saudita ao ataque terrorista.

EUA vão revelar nome de saudita procurado pelos ataques do 11 de setembro

A informação foi divulgada na quinta-feira pelo Governo de Donald Trump.

O procurador-geral, William Barr, tinha a opção de invocar o "segredo de Estado" para não revelar o nome, que os advogados dos familiares das vítimas e dos sobreviventes acreditam ser o de um dirigente saudita, que enviou dois homens para a Califórnia com a missão de ajudarem dois dos atacantes.

Porém, os advogados do Departamento de Justiça declararam em documentos judiciais que a polícia federal (FBI, na sigla em inglês) vai disponibilizar o nome a um conjunto limitado de pessoas, que incluem aqueles advogados, bem como os que representam o Governo saudita.

A decisão é um grande passo em frente para os representantes das vítimas e dos sobreviventes, que têm alegado que os dirigentes sauditas apoiaram os ataques.

"Os ataques terroristas de 11 de setembro foram os mais letais na história da nossa nação e o FBI há muito que está comprometido em informar as famílias das vítimas com transparência, em relação às suas investigações dos acontecimentos deste dia trágico, consistente com a manutenção da segurança nacional e o objetivo primordial de prevenir ataques terroristas", segundo o texto entregue no tribunal.

O nome da pessoa em causa foi omitido em um documento do FBI de 2012, no qual se sugeria que a polícia federal tinha investigado três pessoas relacionadas com os piratas do ar.

Estão aqui incluídos dois homens, cujos nomes já foram revelados, que ajudaram os autores dos desvios dos aviões, e um terceiro que os encarregou de o fazer.

Os familiares das vítimas acreditam que o nome pode ajudá-los a ligar o Governo saudita e os ataques de 11 de setembro.

Barr invocou o "segredo de Estado" para bloquear a divulgação de mais informação.

Pouco depois dos ataques houve especulação quanto a um envolvimento oficial saudita, quando foi conhecido que 15 dos 19 atacantes eram sauditas e Osama bin Laden, o então líder da Al-Qaida, oriundo de uma proeminente família do reino.

O Governo de Riade tem negado qualquer envolvimento nos ataques.

A comissão que investigou os ataques escreveu no seu relatório que "não há provas de que o Governo saudita enquanto instituição ou dirigentes seniores sauditas tenham financiado" os ataques que a Al-Qaida dirigiu, mas a comissão também salientou "a probabilidade" de algumas organizações caritativas apoiadas pelo Governo saudita o terem feito.

Uma lei dos EUA, de 2016, permite que governos estrangeiros sejam responsabilizados em tribunais norte-americanos por atos de terrorismo. E um juiz rejeitou em 2018 um pedido saudita para anular o caso, ordenando, em vez disso, que se investigue se o Governo de Riade teve algum papel nos ataques.

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