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França:Presidente da Assembleia acusado de agir ilegalmente por interesse

O presidente da Assembleia Nacional francesa, Richard Ferrand, foi acusado na noite de quarta-feira de "agir ilegalmente por interesse" particular num caso de favoritismo quando dirigia uma sociedade mutualista.

França:Presidente da Assembleia acusado de agir ilegalmente por interesse
Notícias ao Minuto

12:59 - 12/09/19 por Lusa

Mundo Richard Ferrand

A acusação de um presidente da Assembleia Nacional - quarto na hierarquia do Estado francês - durante o seu exercício é inédita.

Embora vários ministros já tenham sido forçados a renunciar após revelações polémicas desde a eleição do Presidente francês, Emmanuel Macron, na primavera de 2017, este caso volta a assombrar a Presidência.

O Presidente francês, de quem Richard Ferrand é próximo, apoiou-o publicamente.

Emmanuel Macron mantém "toda a sua confiança" em Ferrand, disse hoje o porta-voz do Governo francês, Sibeth Ndiaye.

É "um homem leal, certo, com um caminho político exemplar", insistiu Sibeth Ndiaye, pedindo para respeitar "a presunção de inocência".

A acusação permitirá que (Ferrand) tenha acesso ao processo e, a partir disso, poderá "defender-se, lutar", disse Ndiaye.

Richard Ferrand foi indiciado na noite de quarta-feira por um juiz em Lille (norte), após quase quinze horas de interrogatório.

O político é suspeito colocar agir ilegalmente por interesse particular depois que a empresa Mutuelles de Bretagne, que Ferrand dirigia na época, decidiu em 2011 alugar imóveis comerciais pertencentes à sua companheira.

O presidente da Assembleia Nacional francesa nega qualquer irregularidade.

Uma primeira investigação foi lançada em 2017, depois de revelações feitas pelo jornal Canard Enchaîne, fazendo Ferrand, ministro da Coesão e dos Territórios, deixar o Governo de Macron depois de um mês apenas.

O procurador de Brest abriu uma investigação preliminar em junho de 2017, mas esta foi arquivada em outubro.

A associação anticorrupção Anticor relançou o caso entrando com uma segunda queixa na parte civil, que envolve automaticamente a atuação de um juiz de instrução e a abertura de uma investigação.

Apesar da acusação, Richard Ferrand anunciou que está "determinado a continuar a (sua) missão" à frente da Assembleia Nacional francesa, que preside desde setembro de 2018, depois de liderar os deputados do República em Marcha (LREM), que é o partido de Macron.

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