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Confrontos na República Centro-Africana causaram "uma vintena de mortos"

Confrontos entre dois grupos armados em Birão, no extremo nordeste da República Centro-Africana (RCA), que ocorreram no início do mês, causaram uma "vintena de mortos", incluindo um civil, disse hoje o porta-voz da missão das Nações Unidas.

Confrontos na República Centro-Africana causaram "uma vintena de mortos"

Entre os dias 1 e 3 de setembro, os grupos armados do Movimento dos Libertadores Centro-Africanos para a Justiça (MLCJ) e da Frente Popular para a Renovação na República Centro-Africana (FPRC) envolveram-se em confrontos em Birão, a cerca de 60 quilómetros da fronteira entre a RCA e o Sudão.

Os confrontos entre os dois grupos armados, que assinaram o acordo de paz em Cartum em fevereiro, causaram "uma vintena de mortos", inluindo um civil, explicou o porta-voz da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana (MINUSCA), Vladimir Monteiro.

"Deve haver um preço concreto a pagar por quem obstrua o processo de paz e o Governo está a pedir aos seus parceiros que implementem as sanções", disse o porta-voz do Governo da RCA, Ange-Maxime Kazagui, numa conferência de imprensa conjunta com o porta-voz da MINUSCA.

Em 23 de agosto, o representante da ONU na República Centro-Africana, Mankeur Ndiaye, ameaçou sancionar "estritamente" as violações do acordo de paz.

"O acordo de Cartum não dá indicação do tipo de sanções. Um texto foi redigido, mas está a ser consolidado e é a partir deste documento que podemos tomar medidas", precisou Vladimir Monteiro.

Apesar dos incidentes de Birão, o acordo de paz permanece.

"Não assinámos um acordo para destruí-lo logo ao primeiro problema. Como Governo responsável, não podemos fazer isso", disse Ange-Maxime Kazagui.

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do ex-Presidente François Bozizé por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-Balaka.

O Governo centro-africano controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por mais de 15 milícias que procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

Um acordo de paz foi assinado em Cartum, capital do Sudão, no início de fevereiro pelo Governo e por 14 grupos armados. Um mês mais tarde, as partes entenderam-se sobre um governo inclusivo, no âmbito do processo de paz.

Portugal está presente na RCA desde o início de 2017, no quadro da MINUSCA, cujo 2.º comandante é o major-general Marcos Serronha, onde tem estado a 5.ª Força Nacional Destacada (FND), que regressa na quinta-feira a Lisboa, e militares na Missão Europeia de Treino Militar-República Centro-Africana, cujo 2.º comandante é o coronel Hilário Peixeiro.

A 5.ª FND, que teve a função de Força de Reação Rápida, integra 180 militares do Exército, na sua maioria elementos dos Comandos (22 oficiais, 44 sargentos e 114 praças, das quais nove são mulheres), e três da Força Aérea.

Parte na madrugada de quinta-feira para a RCA a 6.ª FND, que também vai assumir a função de Força de Reação Rápida da MINUSCA.

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