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Irão pede aos EUA que deixem políticas de guerra após demissão de Bolto

O Presidente iraniano e o seu chefe da diplomacia pediram hoje aos Estados Unidos que abandonem as suas políticas de guerra e de "máxima pressão" contra o país, após a demissão do conselheiro de Segurança Nacional dos EUA.

Irão pede aos EUA que deixem políticas de guerra após demissão de Bolto

"Os Estados Unidos devem abandonar os belicistas e as políticas de guerra e de máxima pressão", realçou o Presidente do Irão, Hassan Rohani, durante um discurso perante os membros do Governo.

Hassan Rohani também salientou que o Irão "nunca" iniciou um ato de agressão nem foi o primeiro a violar um acordo, em alusão à retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear de 2015 e à sua decisão de reintroduzir sanções contra o país persa.

Essas sanções incentivaram o aumento da tensão entre Teerão e Washington, onde o principal defensor da linha dura contra o Irão era o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton.

Apesar da sua saída, o chefe da diplomacia iraniana, Mohamad Yavad Zarif, lembrou hoje na sua conta da rede social Twitter que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, defenderam na terça-feira "uma maior escalada do terrorismo económico contra o Irão".

"A sede de guerra - a pressão máxima - deveria ir com o chefe belicista (Bolton)", sugeriu Yavad Zarif acrescentando que "o mundo respirou aliviado" com a demissão de John Bolton.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na terça-feira a demissão de John Bolton, o seu conselheiro de Segurança Nacional, alegando fortes discordâncias "com muitas das suas sugestões".

Bolton defendeu a política de pressão máxima contra Teerão e apoiou abertamente uma mudança de regime no Irão.

A escalada de tensão entre os EUA e o Irão também teve as suas repercussões de segurança no Golfo Pérsico, onde foram registados nos últimos meses alguns ataques a navios e a Guarda Revolucionária abateu um avião não tripulado ('drone') dos EUA.

Após o ataque ao 'drone', realizado em junho passado, Washington planeou um ataque seletivo ao território iraniano que o Presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou no último momento.

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