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Teste de ADN feito ao acaso revela segredo familiar com meio século

Dani Shapiro nem queria fazer o teste, mas acabou por descobrir a verdadeira história da sua família.

Teste de ADN feito ao acaso revela segredo familiar com meio século

Uma mulher de 54 anos de idade descobriu, graças a um teste de ADN que o marido a convenceu a fazer, que a história da sua família é muito diferente do que imaginava.

O marido de Dani Shapiro [na imagem acima com o pai, em 1965] mandou vir para casa um kit para fazer um teste de ADN. Dani, que sempre acreditou saber exatamente de onde vinha (ambos os pais tinham ascendência judaica da Europa Central e Oriental), inicialmente torceu o nariz, mas depois acedeu e enviou uma amostra do seu ADN.

"Os resultados, que recebi alguns meses depois, mudaram tudo o que sabia sobre mim própria", explicou Dani, num texto publicado pela revista TIME. A mulher descobriu que só metade da sua ascendência era judaica, da Europa, e viu um desconhecido identificado como seu primo em primeiro grau.

Mas não foi só isso: "O meu amado pai, que morreu quando eu tinha 23 anos de idade, não era o meu pai biológico".

Dani explicou que passou os anos seguintes "a juntar as peças da história" da sua vida, "a verdade sobre o lugar" da sua ascendência e o porquê da sua identidade ter sido escondida. Percebeu que os seus pais, judeus ortoxos, passaram, nos anos 60, por problemas de fertilidade.

Na altura, e com medo do julgamento por não poderem ter filho, o pai recorreu ao "tratamento de fertilidade" que havia disponível. "Uma prática que consistia em misturar esperma de dadores com esperma do pai, para manter viva a possibilidade da criança ser biológicamente dele". O procedimento, explica a mulher, é agora conhecido como "inseminação artificial confusa".

"O trauma e a vergonha em torno da infertilidade eram intensos. E 1954, um tribunal decidiu que a inseminação por parte de dador constituía adultério por parte da mulher, quer o marido tenha dado ou não consentimento", indicou, justificando a decisão dos seus pais em nunca revelar a verdade.

"O segredo que foi escondido de mim durante 54 anos teve efeitos práticos que foram tanto chocantes como perigosos: eu dei historiais familiares errados a médicos toda a minha vida", afirmou, lembrando que o seu filho esteve muito doente em criança, mas que o seu historial familiar não dava indicações de nenhuma condição genética.

Dani tem partilhado a sua história na esperança de chamar a atenção para a legislação da procriação medicamente assistida.

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