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Criou 2.500 personalidades para sobreviver aos abusos de que foi vítima

Jeni Haynes tinha quatro anos quando começou a ser abusada pelo próprio pai. Justiça australiana permitiu que seis das suas personalidades testemunhassem contra o seu pai.

Criou 2.500 personalidades para sobreviver aos abusos de que foi vítima

Como forma de se proteger e sobreviver aos anos de abusos sexuais extremos cometidos pelo pai, Jeni Haynes desenvolveu 2.500 personalidades distintas para escapar ao sofrimento. Em março deste ano, num julgamento histórico, seis das personalidades de Jeni testemunharam em tribunal contra o seu pai, de acordo com a BBC.

Acredita-se que este foi o primeiro caso na Austrália, talvez no mundo, em que uma pessoa diagnosticada com o distúrbio de múltipla personalidade testemunhou através de outras personalidades, tendo contribuído para a condenação do réu.

“Não estávamos assustados. Esperámos tanto tempo para contar a todos o que ele nos fez exatamente e agora ele não nos podia calar”, afirmou Jeny Haynes, que começou a ser abusada pelo pai quando tinha apenas quatro anos de idade.

A mulher recordou que o pai lhe dizia que conseguia ler-lhe a mente e que ameaçou matar a mãe e os irmãos de Jeni se ela pensasse sequer nos abusos de que era vítima.

Esta sexta-feira, Richard Haynes, agora com 74 anos, foi sentenciado a uma pena de 45 anos de prisão por um tribunal de Sydney pelos abusos sexuais repetidos e tortura contra a filha durante anos. A polícia australiana salienta que este foi um dos piores casos de abusos sexuais no país.

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