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Rainha diz 'sim' a pedido de Boris Johnson para suspender parlamento

Informação está a ser avançada pelo The Independent.

Rainha diz 'sim' a pedido de Boris Johnson para suspender parlamento

A Rainha de Inglaterra acedeu ao pedido de Boris Johnson de suspensão do parlamento britânico, avança o The Independent.

A suspensão em causa vai vigorar entre a segunda semana de setembro e o próximo dia 14 de outubro.

Em concreto, o Conselho Privado de Isabel II anunciou num comunicado que as duas câmaras parlamentares são suspensas "não antes de segunda-feira 9 de setembro e não após quinta-feira 12 de setembro" - e até dia 14 de outubro.

Na prática, isto significa que os deputados britânicos terão o tempo bastante limitado para votar medidas que possam prevenir uma saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo.

Recorde-se que o novo primeiro-ministro britânico assumiu que o Brexit iria acontecer no próximo dia 31 de outubro, independentemente de haver ou não acordo entre Londres e Bruxelas.

Entre os críticos do pedido de suspensão está John Bercow, o Presidente da Câmara dos Comuns do Reino Unido, que ficou conhecido pelos seus gritos de "order" e sessões parlamentares.

Citado pela BBC, ainda antes de se saber a decisão da rainha de aceder ao pedido de Boris Johnson, John Bercow referiu-se à decisão como um "escândalo constitucional".

"Como quer que queiram 'pintar' a medida, é óbvio que o objetivo [da suspensão] seria impedir que os deputados debatessem o Brexit e cumprir as suas funções na definição de um rumo para o país".

Foi a 23 de junho de 2016 que os britânicos votaram favoravelmente - num disputado referendo - à saída do país da União Europeia. Na altura, a vitória do 'Leave' ditou a saída de David Cameron do governo conservador britânico.

Substituído por Theresa May, o novo executivo britânico foi sofrendo baixas - inclusive a saída do então ministro dos Negócios Estrangeiros Boris Johnson. Um acordo negociado durante 17 meses entre Londres e Bruxelas acabou por ser chumbado no parlamento britânico, abrindo caminho a nova crise governativa dos conservadores.

No passado mês de maio, May anunciou a sua saída do cargo, tendo entretanto sido substituída por Boris Johnson, que garantiu levar o Brexit até ao fim.

A saída sem acordo do Reino Unido deixa mais dúvidas aos mercados bem como em relação ao que será a vida das empresas exportadoras britânicas, para além da questão ainda por resolver do 'backstop' - a alternativa que tem estado em cima da mesa para evitar uma fronteira física entre a Irlanda e a Irlanda do Norte.

[Notícia atualizada às 15h20 ]

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