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Responsáveis dos Estados Unidos confirmam ataque israelita no Iraque

Responsáveis norte-americanos confirmaram que Israel foi responsável pelo bombardeamento no Iraque no mês passado de um depósito de armas na base de uma milícia, na região de Amerli, na província de Salaheddin (norte).

Responsáveis dos Estados Unidos confirmam ataque israelita no Iraque

Os dois responsáveis dos Estados Unidos, que não quiseram ser identificados, disseram que Israel realizou o ataque ao depósito de armas iraniano, que matou dois comandantes militares iranianos.

Este terá sido o primeiro ataque aéreo israelita no Iraque desde 1981, quando aviões israelitas destruíram um reator nuclear construído por Saddam Hussein, e representa um desenvolvimento da campanha do Estado hebreu contra o envolvimento militar iraniano na região, depois de bombardeamentos a alvos na vizinha Síria, alguns dos quais reconhecidos por Israel.

A confirmação acontece depois do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter insinuado que o Estado hebreu está por trás de ataques aéreos recentes a bases e depósitos de munições de forças paramilitares iraquianas apoiadas pelo Irão.

Numa entrevista na quinta-feira a uma televisão de língua russa, Netanyahu declarou não dar "imunidade ao Irão em qualquer lugar", acusando Teerão de estabelecer bases contra os israelitas em países como a Síria, Líbano, Iémen e Iraque.

Questionado sobre se Israel estava a operar no Iraque, Netanyahu disse: "Agimos em muitos terrenos contra um país que nos deseja aniquilar. Claro que dei liberdade e instruções às forças de segurança para fazerem o que for necessário para frustrar esses planos do Irão".

No último mês, registaram-se explosões em quatro bases das Forças de Mobilização Popular (Hachd al-Chaabi), milícia iraquiana constituída por grupos armados favoráveis ao Irão e que se opõem à presença norte-americana no Iraque.

Os ataques não foram reivindicados, mas na quarta-feira as Forças de Mobilização Popular disseram que consideravam os Estados Unidos responsáveis por aqueles ataques, o que foi negado por um porta-voz do Pentágono em declarações à agência France Presse.

O Hachd al-Chaabi também afirmou que as forças norte-americanas tinham deixado este ano quatro aviões não tripulados (drones) israelitas entrar no espaço aéreo iraquiano e "visar quartéis-generais militares iraquianos", mas não acusou explicitamente Israel de realizar os ataques.

A coligação internacional sob comando norte-americano está presente no Iraque no quadro da luta contra o grupo extremista Estado Islâmico. As Forças de Mobilização Popular também participam na guerra contra os mesmos jihadistas.

Os ataques são potencialmente desestabilizadores para o Iraque e o seu frágil governo, que tem lutado para manter a neutralidade no meio da crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irão, nota a agência norte-americana Associated Press.

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