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Bolsonaro defende tiros mortais de sniper: "Não tem que ter pena"

Um homem fez reféns num autocarro no Rio de Janeiro. Sequestrador acabou baleado. A suposta arma que tinha consigo era, afinal, um brinquedo.

Bolsonaro defende tiros mortais de sniper: "Não tem que ter pena"

O Brasil 'acordou' esta terça-feira com a história de um autocarro de passageiros sob sequestro no Rio de Janeiro. Após horas de indecisão, o sequestro terminou com todos os reféns sãos e salvos e o sequestrador, 'armado' apenas com um brinquedo, morto. Jair Bolsonaro justificou a morte do sequestrador lembrando um caso real. "Não tem que ter pena", afirmou.

Durante mais de três horas e meia, um homem supostamente armado manteve um total de 37 pessoas sob sequestro - sendo que algumas foram sendo libertadas ao longo do sequestro. Tudo aconteceu num autocarro em plena Ponte Rio-Niterói, uma das principais vias do Rio de Janeiro.

No momento em que o sequestrador surgiu fora do autocarro, um sniper - um atirador de elite das autoridades brasileiras - disparou. Ao todo, adianta o portal G1, pelo menos seis tiros terão sido disparados. O sequestrador não resistiu aos ferimentos. Soube-se depois que, afinal, não estava armado. A arma com que levou a cabo o sequestro era, afinal, um brinquedo.

Jair Bolsonaro já tinha defendido a intervenção das autoridades policiais em casos que acabaram com a morte de suspeitos. O presidente voltou a fazê-lo, desta vez invocando um conhecido sequestro que já foi tratado no grande ecrã em formato documentário, por José Padilha, em 2002, e também num thriller de 2008, da autoria de Bruno Barreto: a história do autocarro 174.

"Lembram-se do ônibus [autocarro] 174?", começou por recordar a propósito de um sequestro de um autocarro em 2000 que terminou com a morte de uma refém, durante tiroteio com a polícia. 

Na altura, "não foi usado sniper. O que aconteceu? Morreu uma pessoa inocente, e depois esse vagabundo morreu no camburão [viatura da polícia]. Os policiais do camburão foram submetidos a júri popular. Foram absolvidos por 4 a 3. Quase você condena dois policiais, condena a 30 anos de cadeia. Não tem que ter pena", justificou o presidente brasileiro.

Também o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, defendeu a intervenção das autoridades após a morte do sequestrador: "a nossa intenção era salvar os reféns", afirmou.

O sequestrador foi identificado como sendo William Augusto Nascimento, um homem que trabalhava como segurança.

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