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Reino Unido tira nacionalidade a jihadista... e cria problema ao Canadá

Justin Trudeau alvo de críticas, agora que 'Jihadi Jack' perdeu a dupla nacionalidade... e é simplesmente canadiano.

Reino Unido tira nacionalidade a jihadista... e cria problema ao Canadá

O Reino Unido retirou a cidadania a um homem que partiu do Reino Unido para Síria em 2014, quando tinha 18 anos. O jihadista em causa tinha dupla nacionalidade mas agora é só canadiano, o que valeu um problema ao lado de lá do Atlântico, mais concretamente ao primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau.

A queda do autoproclamado Estado Islâmico deu lugar a um novo problema para os países ocidentais que viram cidadãos seus partir em grande número para a Síria.

Com os jihadistas no terreno praticamente derrotados, há milhares de ocidentais com o futuro ainda por definir. Em alguns casos, falamos de crianças levadas para ou nascidas já na guerra. Noutros casos falamos de quem partiu para aderir ao Daesh.

É o caso de Jack Letts, um cidadão britânico-canadiano que se juntou aos terroristas, onde ganhou a alcunha de 'Jihadi Jack'.

'Jihadi Jack' está detido num campo curdo e tinha até há pouco dupla nacionalidade. No Reino Unido, a lei permite que seja retirada a cidadania britânica a quem tiver lutado pelo Estado Islâmico.

No Canadá, tal legislação não se aplica, e uma das razões para tal foi precisamente a votação do partido dos liberais, do qual faz parte Justin Trudeau. Recorda a Reuters que Trudeau viu inclusive uma frase sua ficar para a história aquando do debate: "Um canadiano é um canadiano é um canadiano".

O jihadista conta ser levado para o Canadá, ainda que tal implique continuar detido. De resto, ao perder a nacionalidade britânica, só o Canadá poderá manifestar interesse no seu regresso.

Para Trudeau, que nesta altura conta com uma ligeira desvantagem nas sondagens, a cerca e dois meses das eleições, o tema tem servido para duras críticas por parte da oposição.

Entretanto, o governo canadiano já deu a entender, no domingo, que 'Jihadi Jack' ter o regresso facilitado ao Canadá. "Não temos nenhuma obrigação legal em facilitar" tal regresso, salientou o ministério dos negócios estrangeiros canadiano. Esta foi a mensagem interna. A mensagem para fora, mais concretamente para os britânicos, foi de que o Reino Unido estava a procurar "desembaraçar-se" das suas responsabilidades.

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